Acompanhada do namorado, a psicóloga Francielly Tavares da Cunha chegou no começo da tarde desta terça-feira ao Centro Português 1º de dezembro para acompanhar o velório do pai, Ricardo Leal Cunha, de 52 anos, que morreu no acidente registrado no Paraná. Ele era o motorista da van que trazia a equipe de São Paulo para Pelotas.
“Meu pai era uma pessoa muito alegre, um ótimo ser humano para todos em volta. Tinha muitos amigos", observa. “Eu entendo que os atletas eram jovens, mas meu pai aos 52 anos também tinha uma vida pela frente”, ressaltou.
Francielly confirma que ele trabalhava há mais de 15 anos como motorista de van. " Ele começou levando trabalhadores para Rio Grande, por fim escolheu o turismo para ficar mais em casa com o meu irmão de 8 anos", justifica.
Ela comentou que como o projeto demorou para conseguir recurso para a viagem o primeiro motorista não pode e seu pai foi escalado. "Eles tiveram que fazer uma vaquinha, pois não tiveram ajuda do poder público, então confirmaram dois dias antes, apenas", disse. Para a psicóloga a tragédia poderia ter sido evitada. "Meu pai era um motorista excelente. Tenho a certeza de que se o outro condutor tivesse dado um sinal que estava sem freios, como dizem, meu pai conseguiria evitar o que aconteceu", afirmou.