Começou nesta semana a Mobilização Nacional para coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A ação é uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP). Os mutirões começaram nesta segunda-feira em Alvorada e em Gravataí.
Nesta terça-feira ocorreu em Novo Hamburgo, Santana do Livramento e São Leopoldo. Nesta quarta-feira será a vez de Viamão receber a iniciativa na Praça Santa Isabel, das 9h ás 12h. Já em Santa Maria, a ação ocorre na Praça Saldanha Marinho, das 14h ás 17h. Mesmo dia e horário que a mobilização chega ao térreo das Central de Polícia de Caxias do Sul, a Praça do Avião, em Canoas, e ao CREAS da Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre.
Na quinta-feira, a ação ocorre das 9h ás 12h, no Centro Vida no bairro Rubem Berta na capital.
Na sexta-feira a iniciativa ocorre em dois lugares de Porto Alegre, na Esplanada da Restinga, das 9h às 12h e no Monumento ao Expedicionário, das 14h ás 17h na Redenção. Passo Fundo recebe o mutirão também na sexta-feira, na Praça da Cuia, das 9h ás 12h. Mesmo dia e horário em que a ação ocorre em Pelotas, em frente à 18ª Delegacia de Polícia Regional.
Em Lajeado a ação ocorre toda a semana, das 14h ás 17h, na Rua da Paz. Mesma situação de Santa Cruz do Sul, onde o mutirão será na rua Marechal Deodoro, 805 e no Posto Médico Legal de Santo Ângelo.
A mobilização visa realizar coletas de material biológico e entrevistas com familiares de desaparecidos, além de consultas e registros de ocorrências. Em cada um desses locais, equipes do IGP e da Polícia Civil estarão à disposição para atender os familiares, realizando coletas de amostras biológicas e atendimento à população para consultas e registros de ocorrência de desaparecimento.
As coletas serão utilizadas apenas com a finalidade de encontrar pessoas desaparecidas. As amostras coletadas serão processadas pelo IGP e os perfis genéticos gerados serão inseridos no Banco de Perfis Genéticos (BPG/RS), onde serão comparados com os perfis de corpos já cadastrados. Para participar da campanha, os familiares de pessoas desaparecidas devem comparecer a um dos mutirões nas cidades indicadas, munidos de documentos de identificação.
A coleta de DNA é simples e não invasiva, feita através de uma amostra de saliva. Além disso, os familiares podem trazer objetos de uso pessoal do desaparecido, como escovas de dentes, pentes, ou aparelhos de barbear, que podem ser utilizados para extração do DNA do próprio desaparecido. Em caso de identificação positiva, seja de uma pessoa viva ou de óbito, a família será contatada para os procedimentos legais. O serviço é gratuito e voluntário, e o material coletado será utilizado exclusivamente para a identificação de pessoas desaparecidas, conforme previsto na legislação.