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Morador viu as chamas no prédio vizinho e precisou descer com dois idosos com mais de 80 anos

Fernando Garcia do Nascimento, de 59 anos, viu a janela “escurecer” e assistiu ao início do incêndio no casarão da praça XV

Bombeiros seguiam fazendo o rescaldo no edifício Nautilus, que fica atrás do casarão que pegou fogo na quarta-feira
Bombeiros seguiam fazendo o rescaldo no edifício Nautilus, que fica atrás do casarão que pegou fogo na quarta-feira Foto : Carmelito Bifano / Especial CP

Fernando Garcia do Nascimento, de 59 anos, é morador do edifício Nautilus, que fica na rua Vigário José Inácio, 295, no Centro Histórico, de Porto Alegre, e viveu momentos de tensão na tarde de quarta-feira quando viu labaredas no casarão da rua Marechal Floriano Peixoto. Como fica grudado no edifício onde mora com o pai, de 89 anos, e o tio, de 87, imediatamente, ele orientou os dois a descerem.

"Vi que a janela que dá para os fundos do prédio estava escurecendo. Pensei que era chuva, né? Olhei de novo e estava pegando fogo. Peguei meu pai e meu tio e alertei que precisávamos descer pois podia pegar no nosso prédio. Eles queriam pegar celulares e outras coisas, mas disse que precisávamos descer urgente e descemos", destacou Nascimento.

O morador do Nautilus lembrou que a janela estava fechada devido ao ar-condicionado e quando viu ela escurecer abriu o vidro. "Meu tio abriu e veio um bafo muito quente. Daí alertei que o fogo podia se espalhar e que precisávamos sair. A síndica avisou todo mundo e o pessoal do prédio (que tem quase 90 residências) desceu tranquilamente, sem confusão. Mesmo com eles sendo idosos, evitamos o elevador (que já estava desligado) e descemos sete andares", disse.

Fernando Nascimento recordou que o incêndio foi o segundo episódio que trouxe preocupação para ele e os familiares em menos de dois anos. "Ficamos dois meses fora do edifício devido a enchente", lamentou.

Enquanto o morador falava com a reportagem do Correio do Povo, os Bombeiros seguiam fazendo o rescaldo do incêndio na parte de trás do prédio onde mora. "Eles iriam liberar para a gente pegar as coisas, mas surgiram pequenos novos focos e eles estão fazendo o trabalho de rescaldo. Para voltar, acredito que só em dois ou três dias", previu.

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