Cidades

Moradores do bairro Praia de Belas farão protesto nesta tarde por solução nos alagamentos

Bloqueio da avenida Praia de Belas está entre as medidas para alertar sobre problema crônico do bairro da zona Sul cujo sistema de drenagem funciona por gravidade

Problemas no sistema de drenagem causam prejuízos para moradores entre as avenidas Praia de Belas e Borges de Medeiros
Problemas no sistema de drenagem causam prejuízos para moradores entre as avenidas Praia de Belas e Borges de Medeiros Foto : Pedro Piegas

Um grupo de moradores do bairro Praia de Belas está organizando um protesto para o final da tarde desta quinta-feira. O ato está previsto para as 18h, na avenida Praia de Belas. O grupo pede solução no sistema de drenagem do quadrante localizado entre as avenidas Praia de Belas e Borges de Medeiros, que funciona por gravidade.

Além da agilidade na execução da obra para solucionar a situação dos alagamentos, o grupo pede ainda o acesso ao projeto. No local, alguns moradores contrataram bombas para retirar a água que invadiu os imóveis. Entretanto, eles mesmos consideram que isso é como "enxugar gelo".

O equipamento retira a água do local e joga para a rua, mas como a drenagem é por gravidade, ela volta a invadir os imóveis. Uma das moradoras afetadas é Kacau Soares, que reside no apartamento térreo de um prédio na rua Rita Lobato. O corredor de acesso ao imóvel está com uma camada de cerca de 15 centímetros de água, faltando pouco para adentrar no apartamento.

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"Chega de inundação. Onde estão as bombas?”

"Vamos reunir os moradores, principalmente os que moram no térreo e que são as pessoas que acabam sofrendo mais com isso tudo aqui no quadrante. Todos são afetados um pouco quando o sistema não funciona. Além disso, muitos ainda estão assustados por conta da enchente do ano passado", frisou. “Todos estão apreensivos. Por isso vamos reunir todo mundo da região para ver o que pode ser feito e trazer à toda essa situação. Uma faixa está sendo confeccionada, onde estará escrito 'Chega de inundação. Onde estão as bombas?'", acrescentou.

De acordo com o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), o acúmulo de água nas vias mais baixas ocorre por conta da elevação do nível do arroio Dilúvio e por não haver sistema de bombeamento na região. "Em razão da cheia, há represamento nas tubulações. A solução do problema passa pelo redirecionamento da rede, para uma das casas de bombas mais próximas. O projeto da obra já foi contratado pelo Dmae e está em fase de elaboração", completou o departamento, em nota.