Cidades

Moradores e comerciante do Sarandi voltam a reclamar de alagamentos em Porto Alegre

Bairro teve o maior volume de chuva registrado na capital gaúcha

Caminhão teve de ser rebocado por outro
Caminhão teve de ser rebocado por outro Foto : Camila Cunha

No bairro Sarandi, na zona Norte de Porto Alegre, um dos mais atingidos pela chuva desta quarta-feira, moradores e trabalhadores voltaram a reclamar dos transtornos por conta do temporal.

O comerciante Elvis Appelt, que tem uma oficina de veículos na esquina da avenida Sarandi com a rua Zeferino Dias, junto ao arroio Sarandi, que alagou e invadiu a avenida, contou que o problema é crônico.

“O arroio está totalmente assoreado com um metro e meio de areia embaixo, e por isso que o problema acontece. E a Prefeitura não coloca ninguém para limpar ali”, reclamou ele. Havia também muito lixo acumulado, o que ajudou no represamento da água. “Há algum tempo, caiu uma mureta aqui ao lado e até hoje não teve conserto. E só promessa”, acrescentou.

Ao contrário de outras vezes, desta vez a água não entrou em sua oficina. “Já perdi seis carros alagados em outra ocasião. Um baita de um prejuízo”, destacou.

Não muito distante dali, na mesma avenida, um caminhão ficou preso na água. Quatro funcionários de uma empresa terceirizada do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) ficaram “ilhados” no alagamento por cerca de uma hora, até a chegada de outro caminhão maior que os rebocou.

“Demos muito azar. Vim de Belém do Pará para trabalhar aqui há alguns anos e nunca vi nada parecido”, disse o motorista do veículo atingido pela inundação, Carlos Souza.

No começo da manhã o arroio Sarandi extravasou, fazendo com que houvesse bloqueio total na avenida Sarandi, por parte da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). O desvio foi feito pela avenida Zeferino Dias com rua Itaúna.

De acordo com a Defesa Civil Municipal, choveu 24,3 milímetros desde meia-noite na Vila Nova Brasília, bairro Sarandi, na zona Norte, o maior volume até o momento na Capital.

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