Cidades

Moradores e comerciantes reclamam da falta de lixeiras na área central de Porto Alegre

Ruas do Centro Histórico e da Cidade Baixa demandam grande número de equipamentos

Equipamento está apoiado sobre cavaletes na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Demétrio Ribeiro, no Centro Histórico
Equipamento está apoiado sobre cavaletes na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Demétrio Ribeiro, no Centro Histórico Foto : Mauro Schaefer

A mão ocupada e a falta de um item básico por perto – as lixeiras – podem resultar em falta de educação e lixo jogado no chão. E por mais que garis se apresentem em grande número para manter o Centro Histórico limpo e organizado depois de semanas inundado, esta situação, infelizmente, ocorre.

Popularmente chamadas de laranjinhas, bolinhas, ou até mesmo de “kinder ovo”, por conta do formato, estas lixeirinhas são de pequena capacidade, ainda assim, de extrema funcionalidade. São uma, duas, até três por quadra, recebendo, por exemplo, papéis, latinhas, copos e embalagens diversas. Prova de que cumprem sua missão é que estão sempre cheias, e basta que uma falte para a população lamentar.

“Desde que reabri, muita gente vem aqui me pedir para descartar algum lixo. Tinha uma lixeira na praça, mas foi retirada”, Conta a Juliana Almeida Santos, 26 anos, funcionária de uma loja de calçados que fica próxima da Praça da Matriz.

Equipamento tombado na Washington Luiz | Foto: Mauro Schaefer

Ainda no Centro Histórico, um destes equipamentos está jogado ao chão na rua Washington Luiz. O mesmo ocorre na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Demétrio Ribeiro. Ambas tombaram.

Na cidade baixa, o publicitário Rodrigo Binkowski pede a volta de duas lixeiras removidas da esquina da rua da República com a João Alfredo. “Tinha quatro aqui, uma em cada lado da rua, só ficaram duas. Isso acaba motivando o desrespeito, tem quem acaba jogando lixo no chão”, entende.

Morador da Cidade Baixa reclama de equipamentos retirados da esquina da Rua da República | Foto: Mauro Schaefer

De acordo com a assessoria de comunicação do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), a ausência de lixeiras do tipo bolinha nos locais identificados pela reportagem ocorre de forma pontual e não possui relação com as inundações. O órgão não divulgou o total de lixeiras instaladas pela cidade e não se manifestou sobre a demanda dos entrevistados pela instalação de novos equipamentos.

No momento, informa a assessoria, todos os esforços do departamento estão concentrados na remoção das toneladas de resíduos acumulados pelas ruas de Porto Alegre em decorrência das enchentes. E uma vez que as lixeiras laranjas possuem pequena capacidade, não representam diferencial para o restabelecimento da Capital, e, portanto, não integram nenhum plano de ação a curto prazo.