Cidades

Moradores reclamam do fornecimento de luz pela CEEE Equatorial no Cassino em Rio Grande

Eles relatam que as oscilações são a causa de diversos prejuízos

fornecimento de energia elétrica na praia do Cassino, em Rio Grande, a maior do sul do Estado, preocupa moradores do local. O técnico em TI, Fernando Augusto Oliveira Guimarães, afirma que as oscilações na luz já queimaram eletrodomésticos da família, que tem residência na rua Osvaldo Muller Barlem. "Nos últimos meses estamos sofrendo com cortes de energia, "meia-fase" pisca-pisca quase todos os dias. A Equatorial parece somente dar soluções paliativas, pois esse problema é crônico", opina.

Ele lembra que no ano passado moradores do Cassino chegaram a ficar 12 horas sem luz.

Guimarães participa de dois grupos de whatsapp, onde dezenas de pessoas relatam os mais variados problemas quanto ao fornecimento de energia elétrica na praia. "Uma das grandes preocupações é que está chegando a temporada de verão, quando a população do Cassino fica seis vezes maior que durante todo o ano. Com isto a demanda por consumo aumenta e se no inverno a Equatorial não dá conta, imagina no verão se vai dar", opina.

A professora Daniele Corbetta Piletti também mora no Cassino. Ela acredita que o principal problema seria a falta de manutenção na rede. "Não precisa ter temporal, vento já começa o nosso pesadelo", lamenta. Daniele conta que a mãe tem uma doença pulmonar obstrutiva e que a cada retorno do hospital necessita de oxigênio. "Estamos passando por um grande trabalho, pois o concentrador de oxigênio é elétrico e não liga com a luz em meia fase", lamenta. Ela .diz que precisa ficar alugando o concentrador e um cilindro junto, que dura apenas três horas. "É um transtorno ter que ir recarregar no Centro e custa R$ 100 cada recarga. Não tem cabimento ter que passar por tudo isto, pois não podemos confiar na energia elétrica", observa. Daniele confirma que são comuns a queima tanto de equipamentos elétricos como de lâmpadas pela oscilação no fornecimento de luz. "É um descaso, a falta de manutenção. Quase todo o dia há falta de luz total ou parcial na nossa quadra. Pessoas de diferentes setores do Cassino relatam problemas semelhantes", comenta.

Nesta quarta-feira, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Rio Grande, que representa mais de 600 associados, informou que encaminhou ofícios ao Ministério Público Estadual, a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul a própria CEE Equatorial. Além do histórico do péssimo serviço que vem sendo prestado, nas últimas semanas as quedas de energia prejudicaram inúmeros comerciantes da região.

Ao Ministério Público, a CDL pediu o acompanhamento do órgão ministerial de toda a situação que prejudica, e muito, a comunidade cassinense. Apenas em um único dia, a energia elétrica chega a cair de três a cinco vezes, segundo relatos de comerciantes. Durante o último final de semana, restaurantes foram prejudicados pelas quedas constantes. Além dos possíveis danos materiais que essas quedas causam, há o transtorno econômico-financeiro e de imagem, como destino turístico, para todo o Balneário.

Ainda, o presidente da CDL Vitor Magalhães afirma que "diante de repetidas quedas de fornecimento de um serviço essencial, é preciso haver um plano, seja de investimentos em infraestrutura, seja de manutenções preventivas e preditivas, seja no treinamento das equipes, ou mesmo na disponibilidade das próprias equipes de trabalho. Não é possível que o 3º maior destino turístico do RS sofra dessa forma". Assim, para todos os pedidos feitos, que haja um melhor retorno para os usuários diante dos serviços oferecidos.

Plano Verão da CEEE Equatorial

Na manhã desta quinta-feira, a CEE Equatorial informou sobre o Plano Verão da empresa e disse que tem realizado manutenção preventiva nos últimos meses No litoral sul, que inclui a praia do Cassino uma das frentes de trabalho é a reforma de um transformador em Rio Grande, que vai garantir o abastecimento de energia durante as festas de final de ano na cidade. Para que o fornecimento de energia não fosse interrompido para os clientes, a equipe de técnicos da Distribuidora instalou uma subestação móvel até que o trabalho definitivo seja concluído.

Em Sentinela do Sul também foram realizadas melhorias para garantir a modernização do sistema, com a instalação de um novo transformador em base de concreto.

Em Tapes, na Lagoa dos Patos, foram trocados equipamentos que dão estabilidade e reduzem a perda de energia na subestação Vasconcelos. Próximo à cidade, em Camaquã, foi realizada a melhoria da linha de distribuição de alta tensão. Ambas têm grande impacto para a produção rural na região Centro-Sul.

Obras como essas, de acordo com o superintendente da Regional Sul da CEEE Equatorial, Marcelo Pazotti, são importantes para reduzir a quantidade de desligamentos imprevistos das instalações. "Isso se traduz em uma energia mais estável e confiável para os clientes da região", reforça.