Motociclistas, motoristas de aplicativo e mototaxistas protestaram nesta terça-feira contra a precariedade da pavimentação de algumas vias de Pelotas, no Sul do Estado. No final da manhã, eles se reuniram no estacionamento de um estabelecimento comercial, na avenida Zeferino Costa, no bairro Três Vendas, de onde partiram em carreata, cruzando por várias ruas, como a Mário Peiruque e Hipólito José da Costa, considerada pelo grupo como a que está em piores condições. O ato encerrou em frente à Prefeitura.
"Estamos indignados com a situação. Há muitos buracos nas ruas. Obras que custam milhões para os cofres públicos, como a avenida Fernando Osório, que gastaram mais de R$ 12 milhões e o asfalto está se desmanchando. Também queremos requalificação dos bairros", exemplificou o motoboy Ricardo Larré.
Para o motorista de aplicativo Igor Rocha Gallo, o descaso já dura décadas. "O trabalho que não está sendo realizado há cerca de 30 anos vem gerando isto. Nossa cidade entrou em colapso. Está inviável dirigir e trabalhar. Até quem vai para casa corre o risco de cair em um buraco", observou Gallo. No meio da manifestação estava um automóvel Logan, sem o para-choque, que segundo o grupo tinha caído em um buraco.
Motorista de aplicativo há sete anos, Maicon Bosenbecker Campelo enfatizou que o objetivo é chamar a atenção para a precárias situação das ruas da cidade. Uma reunião entre representantes do grupo com o prefeito Fernando Marroni ocorreu na tarde desta terça-feira. Segundo a prefeitura, este foi o segundo encontro em duas semanas.
O primeiro foi com motoristas que prestam serviço com veículos elétricos. A exemplo da ocasião anterior, as condições de pavimentação da zona urbana motivaram a agenda dos trabalhadores com o chefe do Executivo. Participaram lideranças de motoristas de aplicativos, motoboys, mototáxis e serviço de tele-entrega.
Para o prefeito, o encontro foi produtivo. Ele também apresentou o projeto enviado à Câmara de Vereadores nesta terça-feira que prevê R$ 200 milhões para qualificar a infraestrutura urbana. "Reforçamos nossa solidariedade e compreensão em relação à realidade que os trabalhadores enfrentam nas ruas da nossa cidade, expusemos as dificuldades que enfrentamos, os investimentos previstos e já empenhados", relatou.
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