Em alusão ao Dia da Família, comemorado em 15 de maio, o Movimento pelos Direitos da Criança e do Adolescente (MDCA) promove nesta sexta-feira, dia 16, série de atividades com as crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade pertencentes à instituição em conjunto com seus responsáveis, com o objetivo de fortalecer vínculos familiares baseados no afeto e na responsabilidade. Até às 18h, as famílias participaram de brincadeiras, jogos e atividades intergeracionais, organizadas por uma equipe de educadores, psicólogos e assistentes sociais.
O Movimento, que já tem 35 anos de história, desenvolve iniciativas socioculturais, atendimentos de psicologia e de serviço social, promovendo apoio pedagógico, cidadania, direitos humanos, inclusão digital, entre outras iniciativas. Cláudia Marques, coordenadora da instituição, afirma que o evento buscou promover momentos mútuos de convivência, além de estimular habilidades de crianças que podem não conseguir explorar no cotidiano. “Também possibilitar que essas famílias também se sintam pertencentes a esse espaço porque a gente não faz nada sozinho. A gente precisa do apoio e suporte da família”, diz.
Kemily Diel, mãe do Pedro Caique, de 8 anos, participou de uma oficina com psicólogos, em que foi discutido o tratamento entre as crianças e os seus responsáveis. “Foi relacionado a pequenos erros e coisas que acontecem no dia a dia. Me espelhei em questões que passei na minha infância e que repetimos, e como posso errar em algumas questões, como ao xingar, colocar de castigo, pensar em bater, o que não resolve”, diz Kemily, que carregou diversas reflexões com a atividade. Após os debates, os participantes plantaram um girassol. Caíque gostou da atividade e dos aprendizados.
Em uma oficina de contação de histórias, foi incentivada a costura de colcha de retalhos com desenhos de memórias afetivas; outra envolveu a busca por plantas da árvore Baobá para debater o papel da família ao longo da história, com discussões sobre ancestralidade.
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“Nossa missão é contribuir com a efetivação de direitos, principalmente de crianças e adolescentes. Mas a gente entende que não é o suficiente trabalhar só com eles, é fundamental que a família esteja inclusa”, afirma a coordenadora. Ao invés de comemorar o dia das mães e dos pais, o movimento tem por objetivo valorizar o papel da família, seja ela qual for. “Para valorizar as pessoas que cuidam, que acolhem, que protegem, e que nem sempre é o pai ou a mãe”, diz.