Centenas de pessoas participam de um ato em celebração ao Dia Internacional da Mulher, no Centro Histórico de Porto Alegre. A mobilização ocorre desde o início desde sábado no Largo Glênio Peres, protagonizada por sindicatos, partidos políticos e movimentos sociais.
"A luta das mulheres já obteve grandes vitórias, mas ainda faltam muitas coisas para conquistar. Em um momento como o que vivemos, em que a extrema direita se impõe aos nossos avanços, é fundamental irmos às ruas. Estamos aqui para atestar que não aceitamos retrocessos e que queremos mais direitos”, afirmou a deputada estadual Luciana Genro (PSOL).
O tema do ato é “Pela Vida de Todas as Mulheres”, que reflete a urgência de enfrentar a violência de gênero, o feminicídio e as múltiplas formas de opressão. Os manifestantes chamam atenção para o fato de que, em 2024, o Rio Grande do Sul registrou 72 feminicídios, segundo a Polícia Civil. Em 84% dos casos, o autor era companheiro ou ex-companheiro da vítima. A vítima mais jovem tinha apenas 6 anos de idade.
Ato em celebração ao Dia Internacional da Mulher
Outro ponto central da manifestação é a defesa dos direitos reprodutivos e da autonomia sobre o próprio corpo. A referencia faz oposição ao Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 164/12, a chamada "PEC do Estupro", em discussão no congresso.
De acordo com a CUT-RS, ao longo do mês de março, a programação alusiva aos direitos das mulheres seguirá intensa, com rodas de conversa, debates e seminários promovidos por sindicatos e movimentos parceiros. Entre as reivindicações estão a igualdade salarial, a ratificação da Convenção 190 da OIT, que trata do combate à violência e ao assédio no trabalho, entre outras.