Cidades

MPRS entrega naninhas a crianças em acolhimento familiar em Porto Alegre

Ação busca oferecer conforto emocional e reforça a necessidade de ampliar o número de famílias acolhedoras na Capital

Naninhas artesanais tem formato de cachorrinho
Naninhas artesanais tem formato de cachorrinho Foto : MPRS Divulgação / CP

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) entregou, nesta segunda-feira, 15, naninhas artesanais a crianças em acolhimento familiar em Porto Alegre. A ação foi articulada pela Promotoria de Justiça da Infância e Juventude da Capital, em parceria com a Organização de Apoio à Adoção e Assistência Social (Elo) e com a artesã e fisioterapeuta Aline Schernokuj Bolze.

As naninhas, em formato de cachorrinho, têm a finalidade de oferecer conforto emocional e segurança às crianças que passam pela separação da família de origem. A subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Josiane Superti Brasil Camejo, destacou que o objeto simboliza afeto e auxilia na adaptação ao acolhimento familiar. “A naninha torna-se um objeto de afeto, um recurso que simboliza segurança e conforto, fundamental para auxiliar a criança na adaptação e na vivência da separação de sua família de origem”, disse.

A promotora de Justiça Carla Souto ressaltou que a naninha acompanha a criança em diferentes etapas, contribuindo tanto para a adaptação à família acolhedora quanto para a transição à família adotiva. Durante a entrega, Miguel, de três anos, recebeu o objeto e permaneceu abraçado à naninha. A mãe acolhedora, Sheila Rieffel, disse que espera que a naninha “ajude a criança a se sentir protegida e torne a convivência ainda mais tranquila”.

A promotora também alertou para a necessidade de ampliar o número de famílias no programa de acolhimento familiar em Porto Alegre. Atualmente, cerca de 750 crianças e adolescentes estão em acolhimento institucional, enquanto apenas 15 famílias participam do programa, com nove crianças acolhidas neste momento. “O acolhimento familiar é uma medida temporária, voluntária e fundamental para garantir um ambiente mais humanizado. Por isso, é essencial que mais pessoas se sensibilizem e se disponham a participar, abrindo suas casas para essas crianças”, ressaltou.

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