Cidades

Níveis dos rios na Região Metropolitana seguem em queda nesta terça e Sinos já sofre com encalhes de navios

Ambos os cursos d’água seguem em níveis de atenção, com as captações liberadas para áreas que não são para consumo humano

Nível do Rio dos Sinos na Praia do Paquetá, em Canoas
Nível do Rio dos Sinos na Praia do Paquetá, em Canoas Foto : Camila Cunha

Reduziram mais uma vez nesta terça-feira os níveis dos principais rios da Região Metropolitana, que se aproximam novamente das marcas de alerta, de acordo com o monitoramento diário da estiagem feito no Gravataí e Sinos pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema). No entanto, ambos os cursos d’água seguem em nível de atenção, com as captações que não são para o abastecimento humano liberadas.

No Rio Gravataí, a cota da Estação de Tratamento de Água (ETA) Alvorada foi de 1,93 metro, queda de cinco centímetros, enquanto no Passo dos Negros, na ETA Gravataí, 1,33 metro, e o Balneário Passo das Canoas, 1,96 metro, ambos seis centímetros a menos. No Rio dos Sinos, a régua de medição da Corsan, em Campo Bom, atingiu 1,69 metro, redução de nove centímetros sobre o dia anterior.

Em São Leopoldo, a medição do Semae aferiu 1,50 metro, dez centímetros inferior à marca da segunda-feira. Já em Novo Hamburgo, a régua da Comusa apontou 2,63 metros, também nove centímetros a menos do que as 24 horas anteriores. Na Praia do Paquetá, em Canoas, o Rio também está mais baixo e a presença de urubus é constante, em busca de alimentos. O odor é forte. De manhã, os moradores locais dizem que não há movimento de banhistas, mais frequentes à tarde.

O comerciante Renato Garcia, que tem um pequeno bar há 24 anos na área, contou já ter visto de tudo no Paquetá, desde as cheias, secas e inclusive um tornado. “Agora estamos recém nos equilibrando depois das enchentes. Vêm duas mulheres sempre limpar aqui, porém no outro dia está assim novamente. Isto aqui é lotado depois do meio-dia, 14h”, relatou. Ele disse ainda que, com o rio mais baixo, encalhes de navios também têm sido frequentes, atrapalhando o negócio de empresas da região.

“Teve um que, há algum tempo, ficou uma semana encalhado. Prejudicou eles bastante”, salientou. O problema também é visto em outros canais. No Guaíba, o nível marcado na régua de medição da Usina do Gasômetro, no Centro Histórico, foi de 1,26 metro nas primeiras horas desta terça, também diminuindo com relação à segunda-feira. No histórico recente, o nível do Guaíba costuma aumentar levemente à noite, reduzindo as marcas no período da manhã.