Cidades

Nível da água reduz no Sarandi, em Porto Alegre, mas ainda há alagamento

Resgates ocorrem com foco nos pets

Água reduz mas bairro Sarandi ainda está alagado
Água reduz mas bairro Sarandi ainda está alagado Foto : Fabiano do Amaral

O nível da água registra queda significativa, neste sábado, no bairro Sarandi, na zona Norte de Porto Alegre. Moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais iniciam um tímido retorno à localidade, que está coberta por lodo e resíduos após o extravasamento do dique do Arroio Feijó. No entanto, pelo menos a metade da região ainda está alagada, com pontos que atingem quase quatro metros de profundidade.

Cerca de três quadras voltaram a se tornar transitáveis na avenida 21 de Abril, que é ponto de encontro dos grupos voluntários. Botes, lanchas e jet-skis, que outrora se acumulavam, não estão mais no local. Ainda é possível ver voluntários esparsos transportando embarcações a pontos de inundação específicos. Entre as áreas mais alagadas no bairro estão as avenidas Souza Melo e Faria Lobato. Localidades como as Vilas Asa Branca e Elizabeth permanecem tomadas por água.

O voluntário Rodrigo Réus da Rosa, de 39 anos, tem uma oficina mecânica em um ponto alagado na região. São 23 veículos que estão submersos no local. Nesta manhã, ele transportava um bote e destacou que o foco dos resgates são os pets. “Estamos fazendo o salvamento de cães e gatos que ainda não conseguimos resgatar. Ainda há pessoas ilhadas, mas são moradores que não querem sair de casa por medo de saques”, afirmou o homem.

Um desses moradores é o empresário Reginaldo Luís Vargas Alves, de 53 anos. Ele mora na rua Vidal Barbosa, que está alagada, e só consegue deixar o local em um barco. “Minha mulher e meus filhos foram para a casa de patentes, mas eu fiquei aqui. Vou permanecer auxiliando nos resgates, que basicamente estão foçados em animais e na busca de documentos”, disse.

Karin Pinto dos Santos, de 42 anos, tem um ateliê de roupas na avenida 21 de Abril. Ela varria a lama do interior do estabelecimento, que ainda não teve condições de reabrir. “É a primeira vez que venho aqui desde a enchente. Perdemos muitos produtos, mas vamos nos reerguer. É preciso rir, para não chorar”, ponderou a comerciante.