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Nível do curso d'água abaixo do normal surpreende moradores e turistas de Guaíba

Local de mesmo nome sofre com os efeitos da estiagem no município da região Metropolitana

Na área central da cidade de Guaíba, águas estão mais turvas e abaixo do habitual
Na área central da cidade de Guaíba, águas estão mais turvas e abaixo do habitual Foto : Alina Souza

A estiagem persistente que atinge o Guaíba e seus afluentes gera problemas aos moradores de Guaíba, na região Metropolitana, cidade localizada no outro lado do curso d'água em relação a Porto Alegre. Moradores e visitantes do município estão surpresos com o fluxo abaixo do normal, mesmo nesta época em que a água está mais baixa. Enquanto isto, a Corsan salienta que a situação não afeta o abastecimento, mas orientou atenção.

O curso d’água de mesmo nome da cidade está mais baixo principalmente no Centro, junto ao catamarã, onde as pedras e conchas já estão aparecendo na orla, e em locais como o Balneário da Alegria, mais ao Sul. Na área central, Jorge Albano, que trabalha com serviços gerais e mora em Guaíba há seis anos, estava hoje pela manhã levando seus três cachorros para nadar e se refrescar nas águas, como faz diariamente.

“Quando chove, é pouco, então não é suficiente para o Guaíba encher. Isso, na minha opinião, prejudica o lazer e o turismo. A agricultura também acaba sendo prejudicada”, comentou ele. Embora houvesse vento e algumas ondas baixas de encontro à orla, o nível das águas visivelmente estava cerca de meio metro menor de onde normalmente deveria estar, informou Albano. A água em si também estava levemente turva.

Já Patrícia Lisboa, que tem deficiência visual total, conheceu na manhã desta sexta-feira o Guaíba no Centro, acompanhada pela avó, a aposentada Oriocilda Lopes, e o sobrinho, o militar Guilherme Silveira. Todos são moradores de Gravataí, também na região Metropolitana. “Aqui ainda consigo ouvir as águas. Mas lá na minha cidade, nem isto acontece. Que bom que aqui existe um sentimento de preservação, ao menos, que precisa existir em todos os lugares”, comentou Patrícia.

O coordenador da Defesa Civil de Guaíba, Anderson Gawlinski, reforçou que não houve a necessidade de racionamento de água no município, e que a situação está em monitoramento. Sobre os eventuais efeitos da estiagem, a Prefeitura de Guaíba orientou o contato com a Corsan. A estatal, por sua vez, afirma que não há risco para o abastecimento na cidade, e que “os próximos desdobramentos dependerão do volume de chuvas na região e do uso responsável da água pela população”.