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Núcleo de Riscos Geológicos executa segunda fase de análise de 171 moradias em Bento Gonçalves

Três equipes vão avaliar os impactos dos eventos climáticos causados em residências localizadas nas regiões de Faria Lemos e Tuiuty

Três equipes farão a verificação das casas e vão conversar com os moradores, orientando as famílias de quais procedimentos devem ser adotados
Três equipes farão a verificação das casas e vão conversar com os moradores, orientando as famílias de quais procedimentos devem ser adotados Foto : Jose Martim Estefanon / Prefeitura de Bento Gonçalves / CP

Integrantes do Núcleo de Riscos Geológicos da cidade de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, seguem com o trabalho de análise das áreas de risco após os deslizamentos ocorridos no dia 1º de maio, diante das fortes chuvas que caíram sobre o Estado. Foi constatado que a grande maioria dos pontos de ruptura dos deslizamentos de solo, que contabilizou 140 episódios, ocorreu entre as altitudes 500 a 400 metros. Além das estradas e acessos, foram realizados o cadastro de 309 famílias, que residem em áreas do interior, para verificação das residências. Destas, 138 famílias já estão recebendo as orientações para retornar para casa.

A partir de agora, entra em operação a segunda etapa de reestabelecimento das casas afetadas. De acordo com o secretário de Segurança do Município, tenente-coronel Paulo César de Carvalho, este trabalho será feito por três equipes compostas por integrantes da Defesa Civil, Guarda Municipal e engenheiros do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano. Os grupos vão vistoriar as áreas com pequeno, médio e grande impacto para avaliar as residências e informar os moradores das condições do imóvel para um possível retorno. São 171 casas que estão nas áreas de risco, especialmente nas localidades de Faria Lemos e Tuiuty. Estas famílias estão alojadas em casas de amigos ou familiares.

O tenente-coronel Carvalho explica que primeira etapa do trabalho foi realizada por geólogos, onde foi feito o mapeamento dos locais de risco. “Depois foram instalados aparelhos que auxiliam no estudo. Agora, foram montadas três equipes para verificar as casas e conversar com os moradores, orientando as famílias de quais procedimentos devem ser adotados. É uma força-tarefa essencial para o reestabelecimento da normalidade e para atender os anseios dos moradores destas regiões.”

A diretora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, Melissa Bertoletti Gauer, salienta que a ação visa a segurança dos moradores. “É um trabalho importante porque as pessoas vão voltar para suas casas com o alerta de segurança e informados de que não vão estar em risco. Serão informados ainda se o solo apresenta rachaduras, entre outras características que possam colocar em perigo o morador. Neste caso, serão emitidos laudos sobre a possibilidade de retorno ou não”, conclui Melissa.