Integrantes do Núcleo de Riscos Geológicos da cidade de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, seguem com o trabalho de análise das áreas de risco após os deslizamentos ocorridos no dia 1º de maio, diante das fortes chuvas que caíram sobre o Estado. Foi constatado que a grande maioria dos pontos de ruptura dos deslizamentos de solo, que contabilizou 140 episódios, ocorreu entre as altitudes 500 a 400 metros. Além das estradas e acessos, foram realizados o cadastro de 309 famílias, que residem em áreas do interior, para verificação das residências. Destas, 138 famílias já estão recebendo as orientações para retornar para casa.
A partir de agora, entra em operação a segunda etapa de reestabelecimento das casas afetadas. De acordo com o secretário de Segurança do Município, tenente-coronel Paulo César de Carvalho, este trabalho será feito por três equipes compostas por integrantes da Defesa Civil, Guarda Municipal e engenheiros do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano. Os grupos vão vistoriar as áreas com pequeno, médio e grande impacto para avaliar as residências e informar os moradores das condições do imóvel para um possível retorno. São 171 casas que estão nas áreas de risco, especialmente nas localidades de Faria Lemos e Tuiuty. Estas famílias estão alojadas em casas de amigos ou familiares.
O tenente-coronel Carvalho explica que primeira etapa do trabalho foi realizada por geólogos, onde foi feito o mapeamento dos locais de risco. “Depois foram instalados aparelhos que auxiliam no estudo. Agora, foram montadas três equipes para verificar as casas e conversar com os moradores, orientando as famílias de quais procedimentos devem ser adotados. É uma força-tarefa essencial para o reestabelecimento da normalidade e para atender os anseios dos moradores destas regiões.”
A diretora do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, Melissa Bertoletti Gauer, salienta que a ação visa a segurança dos moradores. “É um trabalho importante porque as pessoas vão voltar para suas casas com o alerta de segurança e informados de que não vão estar em risco. Serão informados ainda se o solo apresenta rachaduras, entre outras características que possam colocar em perigo o morador. Neste caso, serão emitidos laudos sobre a possibilidade de retorno ou não”, conclui Melissa.