O Navio-Patrulha “Babitonga” da Marinha do Brasil, importante responsável por transportar donativos em alto mar durante a tragédia climática no Rio Grande do Sul para as equipes que atuam no apoio humanitário, está recebendo visitação neste sábado e domingo, dias 29 e 30 de março, no Parque Pontal, próximo ao Shopping Pontal (avenida Padre Cacique, 2.893). A exposição gratuita integra a programação da Semana de Porto Alegre, que comemorou 253 anos na última quarta-feira.
Na visitação, é possível olhar de perto a embarcação, circular pelo convés, visitar a torre de comando e observar o Guaíba com uma perspectiva diferente. O navio, construído na Inglaterra e incorporado à Marinha do Brasil (MB) em 18 de setembro de 1998, tem mais de 47 metros de comprimento e pesa 630 toneladas, com serviço de patrulhamento, inspeção naval e salvaguarda da vida humana no mar. Também desempenha operações de fiscalização das águas territoriais brasileiras junto ao litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Durante o desastre climático no Rio Grande do Sul, em maio do ano passado, a embarcação precisou fazer manobras inéditas para transportar donativos. A operação, realizada junto com o Exército brasileiro, descarregou 12 mil litros de combustível, 5 mil litros de água, e toneladas de donativos. Sem ter lugar para atracar, precisou fazer a missão ancorado no Guaíba, e os suprimentos saíram em balsas a alto mar. Foi uma das ações mais importantes feitas em seus 26 anos de incorporação.
A técnica de contas Fabrícia Rocha, de 44 anos, ficou sabendo da exposição pelas redes sociais da prefeitura e se interessou em visitar, já que seu filho é militar e sua filha quer ser. “A gente também viu que eles ajudaram nas enchentes, então é bem especial e gratificante, e a gente veio prestigiar”. Sua filha, a pequena Isabelly Rocha, de 10 anos, se imagina sendo pilota da aeronáutica. “Desde que eu tinha 7 anos", diz.
Cristiano Paim também veio visitar a embarcação com sua esposa e seu filho na tarde deste sábado. “Achei interessante, bacana vir conhecer o trabalho do pessoal da marinha”, diz. Seu filho Felipe Gabriel, de 12 anos, tem interesse pelo trabalho naval e assiste a muitos filmes com navios. Quando perguntado se gostaria de trabalhar na área, deu um “sim” animado e ensaiou a saudação militar.