Cidades

Navio encalhado em Itapuã pode travar outras oito embarcações até o final da semana

Continua sem previsão retirada do Mount Taranaki do canal onde está preso desde a última quinta-feira

Navio Inoi é um dos que está aguardando em Porto Alegre a saída da embarcação encalhada
Navio Inoi é um dos que está aguardando em Porto Alegre a saída da embarcação encalhada Foto : Pedro Piegas

Ainda não há previsão, neste domingo, para a remoção do navio graneleiro Mount Taranaki na saída do Guaíba e entrada da Lagoa dos Patos, onde a embarcação está encalhada desde a última quinta-feira. Navios rebocadores aguardam o aumento do nível do curso d’água para um metro, pelo menos, algo difícil de acontecer nos próximos dias, segundo profissionais experientes na área de navegação. À medida que os dias passam, o problema, que já trava enormemente a navegação, pode ser agravado, prejudicando a atividade econômica gaúcha.

Conforme o prático Geraldo Almeida, que atua pelo Guaíba e a lagoa há décadas, caso a situação não seja resolvida até a próxima sexta-feira, haverá oito outros navios esperando. Um, o Inoi, com bandeira do Panamá, já descarregou sua carga de fertilizantes e segue atualmente parado na estrutura portuária de Porto Alegre. Outro, o Eva Shanghai, também panamenho, está fundeado no mesmo canal, aguardando a liberação para subir.

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Enquanto isso, um terceiro navio não saiu do porto de Rio Grande. De acordo com Almeida, nesta semana está prevista a chegada de mais três graneleiros, dois com carga de cevada e outro de fertilizantes. Há também, ainda de acordo com ele, outros dois da empresa Braskem. “Estes navios começam a desistir do porto de Porto Alegre. É inviável comercialmente (a situação) desta forma”, salientou ele.

Devido às enchentes catastróficas de maio, que trouxeram sedimentos de outros locais, a dragagem tornou-se imperativa e urgente, na opinião dele, e ações de desassoreamento anteriores não fazem mais efeito. Questionado sobre a tripulação do Mount Taranaki, navio com 127 metros de comprimento e 29 metros de largura, o profissional disse acreditar que está bem.

“Geralmente, estes navios têm provisões para cerca de dois meses, e caso haja necessidade, uma lancha leva mais alimentos”, comentou Almeida. O site especializado Marine Traffic, baseado nas informações de sinalização, afirma que o navio encalhado saiu de Rio Grande no último dia 30, e deveria ter chegado em Porto Alegre um dia depois. Procurada, a Portos RS confirmou ainda não haver previsão para a retirada da embarcação.