Porto Alegre agora conta com uma nova opção de turismo: a Aventura Pirata. O navio Fantástico iniciou sua jornada navegando 400 milhas náuticas de Florianópolis até a Capital. Consumiu 1.400 litros de diesel em 76 horas de navegação contínua, até as águas do Guaíba.
O projeto, que deveria ter sido lançado em maio, foi adiado devido às enchentes que atingiram a Capital. O navio está ancorado no atracadouro turístico Nico Fagundes, na Orla Moacyr Scliar, próximo à Usina do Gasômetro.
A atração visa promover o turismo inclusivo, oferecendo ingressos a preços acessíveis e implementando um programa de turismo solidário. A categoria especial “heróis da sociedade” inclui professores, policiais e bombeiros, ressaltando a importância dessas profissões. Além disso, escolas públicas e abrigos podem inscrever crianças para passeios gratuitos, proporcionando experiências que normalmente não estariam ao seu alcance. A programação também inclui festas mensais com atrações musicais e aulas de dança a bordo.
Everson Carpes, CEO da empresa Ventos do Sul, responsável pelo projeto, destaca que a Aventura Pirata é um avanço para o turismo náutico de Porto Alegre. Ele expressa satisfação por trazer essa atração, que só foi viável devido à concessão da Orla. “Essa concessão permitiu que empreendedores tivessem acesso à Orla”, afirma Carpes, ressaltando a importância da entrada de mais empresas náuticas para fortalecer o setor no Estado.
Embora a Aventura Pirata represente um passo importante para o turismo náutico em Porto Alegre, há uma reconhecida carência de infraestrutura e serviços especializados na área. Carpes explica que atualmente, muitos serviços náuticos dependem de empresas de fora do Estado, dificultando o crescimento do setor local. E a expectativa, de acordo com ele, é que, com o aumento da demanda, mais empresas possam se estabelecer, contribuindo para o desenvolvimento do turismo náutico.
“Santa Catarina é um polo náutico, sem dúvida”, diz. Ele aponta que serviços de perícia para embarcações são prestados por empresas externas, exigindo que o certificado de segurança de navegação (CSN), por exemplo, incorpore custos adicionais de deslocamento de profissionais de outros estados, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Apesar dos desafios, Carpes demonstra otimismo, acreditando que a nova atração não apenas ajudará a elevar a autoestima da cidade, mas também proporcionará um espaço seguro e alegre para moradores e visitantes. Ele descreve a Aventura Pirata como uma oportunidade para que as pessoas “façam as pazes com o Guaíba e redescubram a beleza desse lago maravilhoso”. Considerando um futuro promissor para o turismo náutico em Porto Alegre, Carpes também revelou que novos projetos estão previstos para a Orla do Guaíba.
Entretanto, o empresário expressa preocupação com a necessidade de assoreamento do Guaíba, especialmente com a proximidade do verão. “Estou muito preocupado com a chegada do verão. O que pode prejudicar não somente o seu negócio, como todo o setor existente na Capital. “Em dezembro, veremos como estará a situação”, diz, observando que a profundidade no local onde o navio está atracado caiu de 8 para apenas 1,30 metro após as enchentes.