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Nova empresa de coleta de lixo começa a trabalhar nesta sexta em Novo Hamburgo

Prefeitura rescindiu contrato com antiga prestadora de serviço

Após problemas em caminhões, coleta foi realizada parcialmente em Novo Hamburgo
Após problemas em caminhões, coleta foi realizada parcialmente em Novo Hamburgo Foto : Stephany Sander / Especial CP
*Com informações da repórter Stephany Sander

A prefeitura de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, rescindiu contrato, na tarde de quinta-feira, com a empresa responsável pela coleta de lixo, após o serviço não ser realizado e os resíduos se acumularem nas ruas da cidade. A decisão foi da prefeita Fatima Daudt.

A nova empresa será a Mecanicapina Limpeza Urbana, terceira colocada na última licitação realizada em 2015. Ainda nessa sexta-feira a Mecanicapina já começa a trabalhar, susbstituindo a Ecopav, que prestava o serviço desde novembro de 2016.

O contrato é emergencial e terá validade até a definição da vencedora da nova licitação que está em andamento. A expectativa é que nos próximos dias a coleta seja normalizada em todo o município. O serviço ficou comprometido durante o feriadão de Natal onde quatro, dos sete caminhões que recolhem o lixo estragaram.

Quatro anos de problemas


Há pelo menos quatro anos, Novo Hamburgo tem enfrentado problemas com a coleta do lixo. Neste período, ao menos sete empresas já prestaram o serviço, a maioria contratada em caráter emergencial. Outro impasse é a licitação, que é aguardada desde que o contrato com a empresa Vega terminou em fevereiro de 2014. Desde então, a coleta de lixo é feita apenas com contratos temporários.

De março de 2014 a outobro de 2015, foram firmados contratos emergenciais com três empresas diferentes. Já em novembro de 2015, a ART Construtora, Consultoria e Serviços LTDA venceu o edital 1 da limpeza pública e assumiu o serviço.

Quase um ano depois, em outubro de 2016, funcionários da ART protestaram contra o atraso de salários. O contrato foi cancelado e a prefeitura firmou acordo com a Urban Serviços e Transportes. Mais uma vez, houve problemas e a empresa desistiu de prestar o serviço.

Em novo contrato, a Ecopav Contrução e Soluções se responsabilizou pela coleta de lixo. O serviço iniciou em novembro de 2016. No mês seguinte, moradores já reclamavam da precariedade da coleta. Em janeiro de 2017, os garis protestaram contra atraso dos salários e o serviço ficou prejudicado. Contudo, em maio o contrato emergencial com a Ecopav foi prorrogado e a prefeitura lançou novo edital, que foi suspenso no mesmo mês para "adequações jurídicas".

Em dezembro de 2017, trabalhadores alegam não estar recebendo os salários e a coleta é realizada parcialmente. Após tentativas de normalizar o serviço, a prefeitura rompe o contrato com a Ecopav e realiza mais uma contratação em caráter emergencial com a Mecanicapina Limpeza Urbana.