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Nova Santa Rita projeta cheia dos rios Caí e Sinos nesta sexta-feira e moradores deixam residências

Cerca de 40 pessoas já estão fora de casa no município

Defesa Civil local auxilia os moradores na saída de áreas alagáveis
Defesa Civil local auxilia os moradores na saída de áreas alagáveis Foto : Reprodução / Prefeitura de Nova Santa Rita / CP

O rio Caí, em Nova Santa Rita, se aproxima da cota de inundação nesta quinta-feira. Na medição das 16h, o nível das águas estava em 3,40 metros, pouco abaixo da cota de inundação, de 3,86 metros. A projeção da Defesa Civil municipal indica que o transbordamento deve ocorrer nesta sexta-feira e se estender até domingo.

"Sempre monitoramos quem está acima de nós. Acompanhamos São Sebastião do Caí, onde o nível do rio começou a baixar. Essas águas vão chegar a Montenegro e, quando estabilizar lá, chegam aqui", afirma o coordenador da Defesa Civil Municipal, Tiago Chuaste.

No município, cerca de 40 pessoas já deixaram suas residências de forma preventiva e estão acolhidas por familiares e amigos. Conforme a Defesa Civil local, não há moradores abrigados no Centro Humanitário, mas toda a estrutura permanece preparada para atender a população com 300 vagas, caso seja necessário.

Os desalojados são todos do bairro Morretes, o mais próximo do rio Caí. Moradores dos bairros Berto Círio e Porto da Figueira, localizados às margens do Rio dos Sinos, também se preparam para deixar suas casas entre esta quinta e sexta-feira. Segundo a Defesa Civil municipal, o rio dos Sinos está com 2,40 metros, 31 centímetros acima da cota de inundação, mas a água ainda não atingiu a rua Pinheiros, a mais próxima do rio.

"As pessoas não querem sair. Só deixam as casas quando o rio está chegando perto. Amanhã (sexta-feira), quando perceberem que o nível está mais alto, vão começar a sair", afirma o coordenador.

Em publicação no Instagram, a prefeitura informou que "segue mobilizada para enfrentar a possibilidade de uma enchente de pequeno a médio porte. Desde as primeiras horas do dia, equipes da Defesa Civil estão realizando visitas domiciliares nas comunidades ribeirinhas, orientando os moradores e promovendo a retirada preventiva de famílias e de seus bens nas áreas mais vulneráveis".

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