Cidades

Novo sistema de alerta da Defesa Civil será emitido sem cadastro prévio

Um teste, em 36 município gaúchos, será realizado no dia 30 de novembro

Esse sistema é, exclusivamente, para alertas de eventos extremos e severos, complementando os métodos já existentes
Esse sistema é, exclusivamente, para alertas de eventos extremos e severos, complementando os métodos já existentes Foto : Pedro Piegas / CP Memória

A partir de 4 de dezembro o Rio Grande do Sul terá um novo sistema de envio de alertas via cell broadcast. Essa tecnologia é voltada, exclusivamente, para alertas de eventos extremos e severos, complementando os métodos já existentes, como mensagens SMS, que são enviadas pela Defesa Civil do RS.

O diferencial do sistema é que ele não exige cadastro prévio. Qualquer pessoa com um celular em uma área de risco – incluindo visitantes e estrangeiros – receberá um alerta sonoro e visual no aparelho, que interromperá qualquer atividade no dispositivo até que o aviso seja lido. O objetivo é orientar a população a adotar medidas imediatas de autoproteção, como buscar áreas seguras e seguir as orientações locais.

A tenente Sabrina Ribas, da Defesa Civil do RS, explica que os alertas serão emitidos pelo Centro de Operações de Proteção e Defesa Civil, considerando critérios como confiabilidade e probabilidade do evento, e serão usados como último recurso em situações iminentes, com avisos podendo ser enviados de 10 minutos a uma hora antes do desastre. Sabrina também ressalta a importância da população estar em contato com as prefeituras e coordenadorias municipais para receber orientação sobre as medidas imediatas de autoproteção e de como buscar áreas seguras.

A implantação do sistema é coordenada pela Defesa Civil Nacional e pela Agência Nacional de Telecomunicações Anatel e executada prestadoras de telefonia móvel. Armin Braum, da Defesa Civil Nacional, explica que inicialmente esse sistema será implementado no Sul e Sudeste do Brasil. E que no próximo sábado será realizado uma teste em 36 municípios do Rio Grande do Sul. Regiões escolhidas pela vulnerabilidade a desastres.

Braum revelou que a experiência com eventos climáticos ocorridos no RS ajudou a aprimorar o sistema. E que a ferramenta deve ser expandida para o restante do país a partir de 2025.

“É muito importante que a população tenha um senso de preparação para desastres. Tanto da questão da prevenção, com ações que as próprias pessoas podem tomar, e de ter a consciência de que o risco existe. É importante que a população desenvolva essa percepção do risco do desastre”, considerou.