A Praça Dom Feliciano é um dos pontos históricos de Porto Alegre, criada em 1809 no Centro Histórico, em frente à Santa Casa de Misericórdia. O logradouro, agora, passa por uma revitalização pela Secretaria de Serviços Urbanos (SMSUrb), com apoio da pasta de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), que mapeou 48 árvores no local, entre elas nove tipuanas, sete pitangueiras e quatro abacateiros. O investimento é de R$ 700 mil, por meio de um contrato contínuo da SMSUrb de revitalização de praças.
"Resgatamos todos os projetos originais da praça com o objetivo de trazê-la para o mais próximo possível do que ela era originalmente", conta o titular da SMSUrb, Vitorino Bassegio. Apesar de bem intencionada, a ação, que deve se estender por seis meses, a depender das condições climáticas, mas pode terminar na metade do primeiro semestre de 2026, possui controvérsias pela eventual retirada de alguns vegetais do local, cujo atual aspecto é de abandono.
Início de obras de revitalização da Praça Dom Feliciano no Centro Histórico
"Toda árvore que tiver mais de dois metros de altura será preservada. A exceção são dois abacateiros, que são árvores exóticas e não são pensadas para aquela praça", acrescentou Bassegio. Neste caso, há ainda o risco de queda dos abacates em crianças, salientou ele. A Smamus também negou a supressão das árvores mais altas. Também serão removidas mudas de pitangueiras, outras espécies exóticas e arbustos invasores, que, conforme ele, proliferaram no local por falta de manejo. Os vegetais removidos serão substituídos por um novo paisagismo que inclui flores e grama.
Nas árvores preservadas, haverá o manejo arbóreo, ou seja, poda e levantamento ou ajuste da copa. Há ainda, na Dom Feliciano, um dos dois únicos exemplares de Porto Alegre da figueira de nome científico Ficus religiosa; a outra está no Parque da Redenção. Ela é uma das maiores árvores da praça, com 13 metros de altura e copa de 22 metros, e para o budismo, é considerada sagrada. "É impensável ser suprimida uma árvore destas, e é óbvio que isto não vai ocorrer", disse o secretário.
Curiosamente, conforme o levantamento da Smamus, a árvore mais alta deste local é de uma espécie não identificada, com 20 metros de altura. Das 48 árvores, 30 são exóticas, outras 15 nativas e três não foram identificadas. Além do paisagismo, serão recolocados dez postes de iluminação históricos, além de repostos os bustos de Mario Totta e Jerônimo Coelho, que haviam sido furtados. Por isso, o projeto também é uma parceria com a Secretaria Municipal da Cultura (SMC). A pedra portuguesa da calçada e do passeio será recuperada, as muretas reconstruídas e um playground novo instalado.
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Confira onde estão todas as árvores da Praça Dom Feliciano