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O que prevê o projeto de revitalização do arroio Dilúvio, apresentado pela Prefeitura de Porto Alegre

Iniciativa chamada de Regenera Dilúvio ainda poderá sofrer alterações; estimativa de investimento é de mais de R$ 1 bilhão

Prefeito Melo e secretário Germano Bremm participaram da apresentação do projeto em consulta pública
Prefeito Melo e secretário Germano Bremm participaram da apresentação do projeto em consulta pública Foto : Pedro Piegas

Inspirado em intervenções urbanísticas em cidades da Europa e América do Norte, o projeto de recuperação do arroio Dilúvio e da avenida Ipiranga foi apresentado na manhã desta quinta-feira pela Prefeitura de Porto Alegre. Após, uma consulta pública com entidades representativas foi realizada para ouvir sugestões sobre o projeto, que tem estimativa de investimento de mais de R$ 1 bilhão para obras de revitalização e despoluição do trecho de cerca de 9,4 km de extensão.

A apresentação foi feita por Marcelo Ignatios, coordenador do Consórcio contratado via licitação pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) para tocar o projeto. Segundo ele, a proposta leva em consideração a transformação da avenida Ipiranga em um parque linear, ajudando também na contenção de cheias a partir da criação de dispositivos de drenagem em áreas verdes.

De acordo com o prefeito Sebastião Melo, a recuperação do Dilúvio precisa ser tratado como um projeto de cidade. “A cidade nasceu em função do Guaíba e do Dilúvio, mas, ao longo do tempo, fomos nos virando as costas para eles. Alguém precisava iniciar essa recuperação e eu gostaria muito que isso acontecesse na nossa gestão. Mas isso também precisa ter continuidade, pois não é um projeto de governo, é um projeto de cidade”, afirmou.

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A previsão da Smamus é de que, no segundo semestre, o projeto deve ser encaminhado para aprovação na Câmara de Vereadores, após outras etapas de consultas e audiências públicas. “Agora estamos na fase de modelagem, estudos de impacto ambiental, socioeconômico, imobiliário e urbanístico. O orçamento efetivamente teremos depois de desenvolver os projetos executivos. Mas estimamos em valores significativos, de mais de R$ 1 bilhão, buscando isso através de financiamento para parte desse recurso e captação através da modelagem da operação”, contou o secretário Germano Bremm.

Após a discussão com a sociedade, o projeto deverá viabilizar novas construções ao longo da avenida e, como contrapartida, garantir recursos para a despoluição do arroio. “Aí começa a operar o fundo específico para gerir esses recursos para recuperação do Dilúvio”, explicou Bremm.

Por apresentar características urbanísticas diferentes, o projeto dividiu a avenida Ipiranga em quatro áreas, chamadas de Áreas de Transformação Induzidas (ATIs): ATI 1 Azenha-Menino Deus, ATI 2 Santana-Petrópolis, ATI 3 Jardim Botânico-Partenon, ATI 4 Jardim do Salso-Partenon. As atividades do projeto Regenera Dilúvio tiveram início ainda em 2023.