O Comitê de Acompanhamento Permanente das Obras da RSC 287, da Assembleia Legislativa realizou uma sabatina com o secretário estadual da Reconstrução, Pedro Capeluppi. Durante o encontro, ele anunciou para agosto o início da construção da nova ponte do Arroio Grande. A estrutura levada pelas enchentes de 2024 está localizada no Distrito de Palma, em Santa Maria. Segundo informações do secretário, o projeto para o início da obra está aprovado e o trecho de aproximação da ponte (cerca de 800 metros) está sendo finalizado. "A expectativa é que a obra comece ainda em agosto", projeta.
O anúncio foi respaldado pela concessionária Sacyr. "É uma previsão possível, sim. Os projetos estão em grau de maturidade muito avançado. Acabamos de entregar para a Secretaria as últimas revisões técnicas do projeto das pontes tanto do Arroio Grande como do Barriga", afirmou o diretor da Sacyr/ Rota Santa Maria, Leandro Conterato.
O deputado estadual, Valdeci Oliveira coordena o Comitê. Ele comemorou a divulgação do cronograma. "Nós vamos acompanhar de perto para que isso se concretize e que, finalmente, em agosto, a nova ponte comece a ser erguida. A ponte (do Arroio Grande) é um local onde passa toda a demanda da Região Central e parte do Vale do Rio Pardo em direção a Santa Maria em questão de saúde, educação e trabalho. Se não fosse as pontes (provisórias) do Exército estaríamos em uma situação gravíssima", observou.
Oliveira questionou o secretário sobre a possibilidade de abertura de uma nova frente de trabalho na duplicação da RSC 287, a partir de Santa Maria, Capeluppi se disse aberto ao diálogo e enfatizou que o tema deve ser alvo de tratativas paralelas. A demanda é reivindicada desde o início da concessão em 2021. Atualmente as obras estão em duas frentes, nas cidades de Tabaí e Santa Cruz do Sul. "A concessão não previu a duplicação de forma automática. Importante olharmos para esse contrato de maneira a atender a todos, fazer essa discussão separada dos temas do dia-a-dia. Temos que sentar juntos e construir soluções para que todos possam se sentir parte desse projeto. Me comprometo a fazer a discussão, buscar uma solução", garantiu Capeluppi.
Ainda segundo o secretário, diante de outros questionamentos feitos pelos participantes do encontro, como regularização dos acessos às propriedades ao longo da via e necessidade de adequações do projeto a distintas realidades ao longo dos 204 km, é natural que haja a flexibilização do contrato.
Outra ponte a espera de ser reconstruída, sobre o Arroio Barriga, deverá vir na sequência do início da obra do Arroio Grande, disse o secretário, assim como os trabalhos de recuperação da infraestrutura e resiliência climática em Mariante (na região de Venâncio Aires) e Candelária. "Os projetos estão sendo analisados há algum tempo, são maiores e mais complexos", explicou.
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O Comitê de Acompanhamento Permanente deverá se reunir a cada 60 dias para analisar o andamento dos trabalhos e esclarecer quaisquer pontos de discordância que venham surgir, dirimir as dúvidas e dar mais transparência para todo o processo. O próximo encontro está marcado para 16 de setembro. A rodovia foi concedida pelo governador Eduardo Leite à iniciativa privada por um período de 30 anos, em 2021, com direito a cinco praças de pedágio instaladas ao longo dos seus 204 km entre Santa Maria e Tabaí, na Região Metropolitana.