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Obras de contenção de cheias é tema de reunião em São Leopoldo

Representantes da Secretaria da Reconstrução Gaúcha levantaram a possibilidade do município ser restituído por valor já utilizado em ações contra enchentes

As demandas do município foram apresentadas aos técnicos estaduais
As demandas do município foram apresentadas aos técnicos estaduais Foto : Eduarda Toledo / Prefeitura de São Leopoldo / CP

O prefeito Heliomar Franco se reuniu com representantes da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (SERG) para discutir o uso de recursos no sistema de proteção contra cheias da bacia do Rio do Sinos. As demandas do município foram apresentadas aos técnicos estaduais e encontros periódicos irão acontecer para o seguimento das ações.

São Leopoldo teve 40% do território afetado pela catástrofe climática de 2024. Esse cenário permite que o município receba recursos federais para aplicação em projetos de controle de alagamentos. Entre os valores disponíveis, 69 milhões são para a casa de bombas da Vila Brás e 1.9 bilhões para todo o sistema de contenção de cheias da bacia do Rio dos Sinos. O governo do estado, representado pela SERG, irá gerenciar esses valores e a prefeitura de São Leopoldo será responsável pela execução dos projetos.

São liberadas para receber o subsídios, obras de: edificação, alteamento e manutenção de diques, construção de casas de bomba, limpeza de bocas de lobo e galerias, e desassoreamento. Os representantes da SERG mencionaram a possibilidade do município ser restituído dos montantes municipais já usados em obras dessa natureza que estão em andamento como, por exemplo, a Operação Controle de Alagamentos (OCA).

O prefeito já havia criado o grupo de trabalho interno do município composto pela Secretaria do Meio Ambiente (Semmam), Secretaria de Obras e Viação (Semov), Secretaria de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semurb) e Semae. “Nós já estávamos realizando encontros para debater os projetos, agora o estado fará parte das reuniões. Iremos subsidiar eles com informações e ações para execução do plano de contenção”, explicou o diretor-geral do Semae, Gabriel Dias. O gestor será responsável por repassar as informações a SERG, incluindo os dados sobre recursos municipais já utilizados para que sejam analisados e encaminhados a possível restituição. Esse processo será a primeira etapa do plano de aplicação.