Cidades

Público-alvo é ampliado em estudo com plasma de vacinados em Caxias do Sul

Projeto é coordenado pelo Hospital Virvi Ramos

Todas as transfusões são realizadas apenas no Hospital Virvi Ramos
Todas as transfusões são realizadas apenas no Hospital Virvi Ramos Foto : Eveline Gremelmaier / Divulgação / CP

Um estudo inédito em território nacional, que utiliza o plasma de vacinados da Covid-19 em pacientes recém infectados pelo vírus, recebeu autorização do Comitê de Ética em Pesquisa, via Plataforma Brasil, para ampliar o público-alvpo. A coordenação é do Hospital Virvi Ramos, de Caxias do Sul.

A partir de agora, qualquer pessoa maior de 18 anos, com teste positivo de Covid-19 e com no máximo três dias de sintomas, poderá participar do estudo, independentemente se estiver vacinada ou não. Até então, somente pessoas com esquema vacinal incompleto podiam integrar a pesquisa.

O projeto, que possui autorização do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) e da Secretaria Municipal de Saúde de Caxias do Sul e conta com destinação de verba por parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem por finalidade avaliar 360 voluntários, contaminados recentemente pela Covid-19, que se enquadrem nos critérios estabelecidos pelo estudo, sendo que 180 voluntários receberão plasma de vacinados e os outros 180 não receberão.

A definição do grupo em que o voluntário cairá é feita por sorteio, por meio de sistema computadorizado. Até o momento, seis voluntários já participaram do estudo, sendo que quatro caíram no grupo controle e dois receberam plasma.

O estudo envolve voluntários com diagnóstico confirmado de Covid-19 que buscarem atendimento na UBS do bairro Esplanada, em Caxias do Sul, ou no Pronto Atendimento Covid-19 do Hospital Virvi Ramos. Todas as transfusões são realizadas apenas neste hospital, com apoio do Banco de Sangue de Caxias do Sul, parceiro no projeto.

O Hemocentro do Rio de Janeiro (HemoRio) é o responsável pelo recrutamento dos doadores de plasma de vacinados, coletas e testes de segurança, que quantificam os níveis de anticorpos neutralizantes e pelo envio das bolsas de plasma para serem transfundidas.

A transfusão precoce de plasma hiperimune em pacientes que apresentam sintomas leves de Covid-19 pode representar uma possibilidade segura e com eficácia sugerida em estudos prévios para a recuperação de pacientes em risco de evolução para síndrome respiratória aguda grave.