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Pacto RS 25 da Assembleia Legislativa promove debate em Porto Alegre sobre impactos sociais das mudanças climáticas

Evento nesta sexta reúne parlamentares e demais especialistas para debater mitigação das alterações do clima para populações vulneráveis

4º Grande Debate do Pacto RS
4º Grande Debate do Pacto RS Foto : Pedro Piegas

As mudanças climáticas e seus impactos sociais foram discutidas nesta sexta-feira, no 4º Grande Debate do Pacto RS 25, do Fórum Democrático da Assembleia Legislativa, realizado no edifício da Receita Federal, em Porto Alegre. O evento, reunindo parlamentares, especialistas, representantes da sociedade civil e demais convidados, discutiu como a sociedade deve se preparar e mitigar os problemas ambientais já existentes, reduzindo a diferença na concentração de renda.

Para o presidente da Assembleia, deputado Pepe Vargas, quem mais sofre com as alterações no clima são as populações com maior vulnerabilidade social. “Os eventos climáticos afetam a todos, porém é inegável que a população que vive em situação de pobreza sempre é a mais afetada. Estas mudanças podem aumentar a desigualdade, como podem também reduzi-la, dependendo fundamentalmente das políticas construídas. No caso da transição energética, por exemplo, que ela seja justa”, comentou ele.

“Esta transição dos sistemas produtivos tem que vir acompanhada deste conceito de justiça social”, acrescentou. O Pacto RS 25 também deverá instalar uma plataforma online para, segundo a Assembleia Legislativa, ampliar o debate e a participação dos cidadãos, e na qual deverá ser possível apresentar propostas, acessar informações e subsídios.

Tanto elas, quanto os projetos definidos nos debates, além dos seminários regionais, serão a base da proposição de Diretrizes para o Desenvolvimento Sustentável do Rio Grande do Sul, que também serão encaminhadas aos governos estadual e federal, por volta de novembro. Ao final, as diretrizes e a metodologia utilizada serão apresentadas pela Assembleia gaúcha nos marcos da COP 30, a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), em novembro, em Belém do Pará.

“Isto também deve servir de subsídio para os deputados e deputadas pensarem políticas públicas que dialoguem com estas questões levantadas nos oito fóruns regionais, e também nestes debates temáticos”, salientou Pepe, reforçando, portanto, o papel do desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade. O processo como um todo deverá ser encerrado até o final deste ano.

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