Pandemia reduz em 80% os negócios de compra e venda de pedras preciosas em Ametista do Sul

Pandemia reduz em 80% os negócios de compra e venda de pedras preciosas em Ametista do Sul

No município e mais outras sete cidades da região estão localizados 200 garimpos de extração de minérios

Agostinho Piovesan

As maiores jazidas de pedras ametistas do mundo estão localizadas em Ametista do Sul

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O setor de pedras preciosas teve uma redução de negócios em 80% desde o início da pandemia. A informação é da Cooperativa de Garimpeiros do Médio Alto Uruguai (Coogamai), de Ametista do Sul, no Norte do Estado, cidade conhecida como a Capital Mundial da Pedra Ametista.

No município e mais outras sete cidades da região estão localizados 200 garimpos de extração de pedras, especialmente ametistas, além de calcitas, ágatas, quartzo e citrinos. A maioria dos garimpos (81%) estão localizados em Ametista do Sul e o setor conta com 1,4 mil garimpeiros.

Segundo o presidente da Coogamai, Izaldir Sganzerla, a pandemia do coronavírus gerou um lockdown no setor, já que os compradores não viajam até o município desde março. “A partir de fevereiro os negócios de compra e venda de pedras ametistas no Brasil e no mundo foram caindo rapidamente e chegamos neste momento a 20% do que era negociado com os diversos países”, observa.

“A partir da disseminação do Covid-19, os países fecharam suas fronteiras e a circulação das pessoas não foi mais possível e essas restrições afetou muito forte o nosso setor que envolve negócios com inúmeros países”, afirmou o dirigente da cooperativa.

Ele informou ainda que pequena quantidade de pedras ainda são negociadas via online, mas que a esperança do setor é a chegada da vacina e a normalização das atividades econômicas em geral. Sganzerla destacou que o auxilia emergencial foi importante para que os trabalhadores em garimpos pudessem sustentar suas famílias.

“A atividade de extração nas jazidas praticamente parou a partir da suspensão dos negócios de venda de pedras e nós acreditamos que a situação deve voltar de forma gradual nos próximos meses e, especialmente, após a descoberta e vacinação das pessoas”, avalia.

Ametista do Sul, cuja base econômica é o turismo, especialmente em função do potencial e beleza das pedras ametistas, além de outros minérios, também viu reduzir drasticamente o fluxo de visitantes.

O prefeito Gilmar da Silva ressalta que a cidade vem registrando fortes investimentos em empreendimentos turísticos por parte de empresários. “A pandemia afetou o setor de turismo e a economia do município, mas com certeza as coisas voltarão a se encaminhar positivamente a nos próximos meses”, afirma.


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