Em Passa Sete, Região Sul do RS, de acordo com a coordenadora da Defesa Civil, Lúcia de Moura, houve uma sequência de estragos e prejuízos com os temporais da última semana.
Foi decretada, pelo prefeito Gerson Lopes, situação de emergência no município.
Segundo Lúcia, foram cinco prédios públicos destelhados e alagados.
Ao menos 1,2 mil quilômetros de estradas vicinais avariadas, praticamente toda malha, principalmente nas localidades de Taquari, Baixo Passa Sete e Posse do Caçador. Um prejuízo ao setor estimado em R$ 3 milhões.
Também na zona rural, 60 moradias foram parcial ou totalmente destelhadas, sendo uma delas completamente destruída.
Na sede, apenas uma casa foi destelhada.
Estima-se que a chuva atingiu a marca de 140 mm em apenas 40 minutos.
Em uma das matas a força dos ventos, fez tombar 200 eucaliptos.
Há registros de danos em estufas de tabaco, galpões, varandas e outras instalações.
Ainda perdas significativas nas lavouras de milho e tabaco, em fase produtiva.
As localidades de Serra Velha, Roncador e Botucaraí, desde o dia 16 de janeiro estão parcial ou totalmente sem o fornecimento de energia elétrica.
Equipes de trabalho atendem as demandas da população e restabeleceram o tráfego na ERS 400 que chegou a ficar intransitável, conclui.
A vida começa a voltar ao normal no município de Porto Vera Cruz, Região Noroeste do RS.
Conforme o prefeito José de Matos, o temporal da última semana provocou danos em três pocilgas da cidade devido a força dos ventos, obrigando o Frigorífico Alibem transferir mil leitões para outro integrado e abater dois mil animais, mesmo 20 dias antes do período ideal – representando deixar de ganhar peso e a equivalente remuneração.
A recuperação das estruturas das instalações deve ser concluída ainda nas próximas 72 horas, destaca.
Houve queda de ao menos 50 árvores nas áreas urbana e rural, sem repercussão.
E quatro casas sofreram com alagamentos que escoaram, deixando danos de pequena monta.
O fornecimento de energia elétrica foi interrompido durante quatro dias na cidade e localidades como São José e Cafundó, sendo restabelecido gradativamente.
Matos reitera que o trabalho da comunidade, Defesa Civil e Secretarias de Obras, restaura os possíveis problemas que tiveram início no último quadrimestre de 2023, com a enchente daquele período, por ser cidade banhada pelo rio Uruguai.
Matos estima que o prejuízo do município deve alcançar R$ 2 milhões. “Mas, trabalho e empenho não faltam”, conclui.