A Prefeitura de Pelotas recebeu na última semana o registro de 11 casos de mão-pé-boca em uma escola de educação infantil do município. O aumento é constatado anualmente na educação infantil, por ser uma síndrome muito comum em crianças menores de cinco anos.
Recentemente, o Centro Estadual de Vigilância em Saúde emitiu uma nota sobre a elevação do contágio de “mão-pé-boca” em todo o Estado. A síndrome é uma infecção contagiosa, em que a maioria dos casos são crianças menores de 5 anos. Ela é caracterizada por pequenas feridas avermelhadas na boca, mãos e pés. Na maioria dos casos, não evolui para situações graves.
O maior risco é de desidratação, já que a criança deixa de se alimentar e ingerir líquidos por causa da infecção pelo vírus coxsackie. A transmissão ocorre por contato direto entre as pessoas ou com as fezes, saliva ou outras secreções, além de alimentos ou objetos contaminados. As lesões na pele também transmitem a doença. Os infectados são mais contagiosos durante a primeira semana da doença, mas mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir através das fezes por aproximadamente quatro semanas.
O tratamento é repouso, alimentação leve, maior ingestão de líquidos e medicamentos específicos. Em caso de três ou mais alunos infectados na mesma instituição, a notificação para a Vigilância Epidemiológica é obrigatória e não precisa ser feita somente por profissionais de saúde.
A Secretaria Municipal de Saúde salienta que a escola que identificar uma situação deve, além de fortalecer os cuidados de higiene, alertar pais e responsáveis para que fiquem atentos. Se levarem a criança para atendimento, devem repassar a informação ao serviço de saúde. Os registros podem ser notificados à Vigilância Epidemiológica pelo Email: smsbe.sinan@gmail.com .