Nesta terça-feira seguem os trabalhos de desmonte dos brinquedos e equipamentos do Parque de Diversões Las Vegas, instalado em Guaíba, local onde aconteceu o acidente com o brinquedo Torre, na noite do último domingo, deixando ao menos 11 pessoas feridas. Entretanto, ainda na segunda-feira foram recolhidos do equipamentos locais essenciais para dar seguimento ao trabalho da perícia que, após análise, deverá apontar qual causa do acidente.
O perito chefe da divisão de engenharia legal do IGP, Valmor Gomes de Oliveira, disse que foram recolhidos equipamentos e peças da máquina que se envolveu no incidente para fazer um exame minucioso e emitir conclusões pontuais, que possam embasar a investigação policial.
"A causa nós vamos avaliar dentro de todos os vestígios que estamos coletando, dentro das condições de manutenção do equipamento e como ele se encontrava para tentar descobrir justamente o porquê levou a este evento de queda." Conforme relatos, o que já se sabe, segundo ele, é que a queda se deu quando o brinquedo estava subindo, já tinha completado o primeiro movimento de giro e estava no movimento de subida, quando despencou.
Na prática, em funcionamento pleno, o brinquedo subia fazendo um giro e, após ele chegar a uma determinada altura, ele entrava em queda livre, que acabava na parte inferior, sendo segurado pelo sistema de frenagem do próprio equipamento.
"Nós estamos levantando todos os vestígios possíveis para fazermos uma avaliação completa e correta sobre o que de fato aconteceu. Isso vai ser tudo indicado dentro do trabalho técnico e do laudo técnico. É um trabalho minucioso, que requer uma atenção e uma análise correta para descobrirmos a temporalidade de qualquer possível dano. Neste momento, é muito precipitado a gente informar qual a causa", concluiu o perito chefe.
MANUAL DE FUNCIONAMENTO
A perícia também solicitou o manual de manutenção e de funcionamento do equipamento que, segundo a delegada responsável pelo inquérito policial, Karoline Calegari, o proprietário do parque não tem. "Diariamente tem que ter um sistema de avaliação dos equipamentos. Existe um manual de manutenção e para este equipamento, não existe. Então, as últimas vezes que foram realizadas manutenção e o que foi observado nessa manutenção, nós não temos acesso", disse a delegada, que já ouviu algumas pessoas e deve coletar novos depoimentos ao longo da semana, incluindo as vítimas.
NÃO HÁ MAIS FERIDOS HOSPITALIZADOS
Sobre os feridos, a última paciente que estava internada, recebeu alta hospitalar e já está em casa, medicada e em recuperação. Conforme retorno da Gerint (regulação estadual), o caso foi classificado como ambulatorial, ficando o atendimento sob responsabilidade do Hospital Nelson Cornetet. A paciente seguirá acompanhada na linha de cuidado da traumato-ortopedia, com atendimento conduzido por traumatologista e ortopedista da instituição.
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