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Pesquisa da CNT começa a avaliar qualidade da infraestrutura das rodovias federais

A radiografia visa avaliar, em 30 dias, as condições da malha rodoviária federal. Pesquisa tem início no Rio Grande do Sul a partir de Porto Alegre

Ato no Sítio Laçador, com a presença do presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, marcou o início dos trabalhos
Ato no Sítio Laçador, com a presença do presidente da Fetransul, Francisco Cardoso, marcou o início dos trabalhos Foto : Camila Cunha

A partir desta segunda-feira, as condições das rodovias federais serão avaliadas por meio da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Os trabalhos têm início simultaneamente em outras 13 rodovias do Brasil. Uma equipe composta por 24 pesquisadores deve percorrer os principais trechos estaduais e as vias concedidas, em 114,5 mil quilômetros em todo o país. Um relatório será fechado diariamente, mas o resultado deve ser finalizado apenas quando encerrar todas as vistorias, com previsão de conclusão da primeira fase em até 30 dias.

A pesquisa está iniciando no Rio Grande do Sul a partir de Porto Alegre, e serão pelo menos três carros a percorrer as malhas. O presidente da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul), Francisco Cardoso, afirma que o objetivo da pesquisa é coletar dados para identificar os pontos críticos das principais rodovias estaduais do RS, de 100% da malha rodoviária federal e das estradas concedidas. “Com esses dados, a gente pode também fornecer elementos para os transportadores programarem suas rotas, e seguir cobrando o governo federal e estadual em investimentos nas rodovias”, afirma o presidente em ato no Sítio Laçador, que marcou o início dos trabalhos.

Equipes percorrem as estradas, avaliando e registrando a qualidade do pavimento, sinalização e geometria das rodovias. Entre os aspectos analisados, estão a superfície e acostamento; a verificação das faixas adicionais e marcas laterais; a visibilidade e legibilidade das placas; e geometria da via, envolvendo tipo, curvas perigosas e presença de acostamento). Os resultados obtidos pela pesquisa devem auxiliar no planejamento e na tomada de decisões nos setores público e privado para a malha, orientando políticas públicas, investimentos e estratégias logísticas.

Sendo a pesquisa uma referência para os estudos de projetos e investimentos em infraestrutura rodoviária no Brasil, Cardoso afirma que ainda há uma distância da qualidade das rodovias. “Com dados técnicos a gente entende que pode sugerir melhorias em nossas rodovias e também contribuir para a redução dos custos de transportes rodoviários. Uma estrada mal conservada aumenta os custos operacionais de transportes”, diz.

No levantamento anterior, a classificação das estradas registrou 7,5% em ótimo estado, 25,5% bom, 40,4% regular, 20,8% ruim e 5,8% péssimo. Estimou-se em R$ 10,39 bilhões o valor necessário para intervenções de reconstrução, restauração e manutenção.