Se despediu nesta sexta-feira do Rio Grande do Sul a tropa da Polícia Militar de São Paulo (PMESP), última corporação policial de fora do estado a deixar o território gaúcho, após auxiliar a população afetada pelas enchentes históricas. Ao todo, mais de mil profissionais, entre membros da polícia e Corpo de Bombeiros Militar estiveram no RS durante 82 dias, apreendendo durante a operação humanitária mais de 1,8 tonelada de drogas e mais de 560 operações de resgate, salvando mais de 400 pessoas e 360 animais.
A solenidade de despedida, com a participação de autoridades gaúchas e paulistas, ocorreu na Academia de Polícia Militar, em Porto Alegre. A Universal nas Forças Policiais (UFP) esteve representada no evento por seu coordenador, o pastor Leonardo Alvaro. Entre as ações executadas pela PMESP, estiveram o resgate de 19 pessoas em uma escola em Eldorado do Sul, no dia 5 de maio, e diversas crianças com necessidades de saúde, em variados municípios. A PM paulista foi também reconhecida como a primeira a chegar no RS durante a tragédia.
"O Programa UFP, desde o início das enchentes, tem prestado solidariedade a população gaúcha, por meio da Igreja Universal distribuindo doações, auxiliando em ações tantos nos abrigos, como disponibilizando voluntários para ajudar na Defesa Civil. O papel do UFP é apoiar as forças de segurança, e durante esse período se fez presente apoiando as forças locais, como as de fora, como a Polícia Militar do Estado de São Paulo que estava no RS em missão humanitária”, destacou o pastor Leonardo.
A Brigada Militar (BM) gaúcha entregou uma placa de agradecimento à PM de São Paulo, que retribuiu igualmente o gesto. “Vocês saíram da zona de conforto e vieram voluntariamente para enfrentar algo que desconheciam. O orgulho que esses homens e mulheres vão levar nos seus corações e para seus filhos é um verdadeiro patrimônio que vão levar no seu coração”, salientou o comandante-geral da PM paulista e presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais (CNCG), coronel Cássio Araújo de Freitas.
Solenidade de encerramento da operação humanitária da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) no Rio Grande do Sul
“Fizemos operações das mais variadas possíveis, desde a prisão de criminosos, para ajudar na preservação da ordem pública, salvamentos e resgates de pessoas e animais. Não é fácil a mudança em suas rotinas e a vinda para um ambiente desconhecido”, reforçou. Conforme Freitas, outros quatro mil policiais haviam se voluntariado para a missão. O subcomandante-geral da Brigada Militar (BM), coronel Douglas da Rosa Soares, disse que a PMESP foi a “precursora na ajuda humanitária que o povo gaúcho recebeu do Brasil”.
“Com este gesto simples de estender a mão, espalharam esta corrente de um auxílio que vai ficar eternizada para nós. Deste evento, vai ficar nossa amizade e a nossa gratidão a cada um dos senhores e senhoras. Vocês combateram o bom combate e salvaram muitas vidas, desde a entrega de uma cesta básica até tirar uma família das águas”, comentou. Soares também relatou que a polícia de São Paulo auxiliou no resgate de crianças de uma creche na zona Sul de Porto Alegre.
O coronel Luciano Chaves Boeira, chefe da Casa Militar, listou as tragédias climáticas no RS desde o ano passado, e fez um agradecimento à tropa. “Os senhores foram imprescindíveis aqui, e estiveram conosco realmente no momento em que nós mais precisamos. Transmitam nosso respeito e gratidão, não apenas do governo do estado, mas de todo o povo gaúcho. De fato, nos sentimos abraçados neste momento”, salientou ele.