A população da América Latina e do Caribe chegou a 663 milhões de habitantes, 3,8% a menos que o previsto há duas décadas, informou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) nesta quinta-feira (28).
'A mortalidade e a fecundidade na região deixaram de ser altas na década de 1950 para serem baixas atualmente', afirmou a comissão em um relatório enviado à imprensa.
O estudo, elaborado pelo observatório demográfico da Cepal, revisa para baixo a projeção de 2000, quando se estimava que até este ano a população chegaria a 689 milhões de habitantes. Em 2020, viviam na região 654 milhões de pessoas.
'O declínio da fecundidade não tem precedentes: na década de 1950, as mulheres da região tinham, em média, 5,8 filhos durante seu período reprodutivo; em 2024, esse número caiu para 1,8', observou o relatório.
A fecundidade entre mulheres de 15 a 19 anos e de 20 a 24 anos caiu em todos os países da região a partir do início do século XXI. Na América Latina, Chile e Costa Rica tiveram uma queda mais acentuada, com um declínio de 91% e 70%, respectivamente.
As mulheres adiaram a maternidade. Enquanto em 2000 a maioria delas tinha filhos aos 21 anos, em 2024 a idade média é de 24 anos. Até 2050, espera-se que seja adiada para os 28 anos, de acordo com a Cepal.
Junto ao declínio nos nascimentos, a população está envelhecendo em ritmo acelerado. Há setenta anos, metade da população tinha 18 anos de idade; hoje, estima-se que a média seja de 31 anos. 'O envelhecimento afeta todas as áreas da política pública e, sobretudo, causa um aumento na demanda por serviços de cuidados de longo prazo', alerta a comissão.