A força-tarefa para coleta de lixo após a enchente desafoga a passagem em ruas e avenidas da zona Norte de Porto Alegre. Na maior parte do bairro Humaitá, há acúmulo de entulhos em calçadas, mas o fluxo de veículos foi normalizado. O ponto mais crítico é a Vila Farrapos, onde despejos se amontoam, ultrapassam dois metros e bloqueiam o tráfego em vias adjacentes.
Na avenida Padre Leopoldo Brentano, no entorno da Arena do Grêmio, o trânsito flui e não há acúmulo de entulhos visível. A situação é similar nas avenidas AJ Renner. Na rua Graciano Camozzato há pilhas de lixo em frente a residências, o que tem uma constante a medida que moradores retornam para limpar o interior dos imóveis.
Chama atenção as montanhas de móveis, eletrodomésticos, roupas, brinquedos e outros itens descartados na Vila Farrapos. Na localidade, que tem aproximadamente 30 mil moradores, os entulhos formam montês que ultrapassam dois metros em alguns pontos.
O acúmulo diminui lentamente na rua Padre Blásio Vogel, onde os resíduos estão enfileirados em pilhas que ocupam os dois lados das calçadas. Ali, os corredores de lixo se estendem por ao menos três quarteirões. Torres de materiais descartados também são visíveis nas ruas Adelino Machado De Souza, Mário de Castilhos Ferreira, entre outras.
Suzana Roque, de 48 anos, é obreira em uma igreja evangélica na rua Seiscentos e Noventa e Cinco. Nesta quarta-feira, ela limpava o local, que está fechado há mais de mês.
“As pilhas de lixo impedem a passagem dos veículos nas ruas. Além disso, há o risco de doenças. Nossa situação é péssima”, lamentou a mulher.