Porto Alegre foi considerada a 12ª melhor capital brasileira para viver no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira, 20. Com 66,94 pontos, a capital gaúcha teve o menor desempenho entre as capitais da Região Sul, atrás de Curitiba, líder nacional com 71,29 pontos, e Florianópolis, que aparece na oitava posição, com 68,73.
O levantamento analisou os 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais ligados à qualidade de vida da população. Entre os critérios avaliados estão segurança, moradia, acesso à saúde, educação, inclusão social e oportunidades.
Ranking das capitais
- Curitiba (PR) — 71,29
- Brasília (DF) — 70,73
- São Paulo (SP) — 70,64
- Campo Grande (MS) — 69,77
- Belo Horizonte (MG) — 69,66
- Goiânia (GO) — 69,47
- Palmas (TO) — 68,91
- Florianópolis (SC) — 68,73
- João Pessoa (PB) — 67,73
- Cuiabá (MT) — 67,22
- Rio de Janeiro (RJ) — 67,00
- Porto Alegre (RS) — 66,94
- Natal (RN) — 66,82
- Aracaju (SE) — 66,35
- Vitória (ES) — 66,02
- Teresina (PI) — 66,02
- São Luís (MA) — 65,64
- Fortaleza (CE) — 65,15
- Boa Vista (RR) — 64,49
- Manaus (AM) — 63,91
- Belém (PA) — 63,90
- Rio Branco (AC) — 63,44
- Recife (PE) — 63,22
- Salvador (BA) — 62,18
- Maceió (AL) — 61,96
- Macapá (AP) — 59,65
- Porto Velho (RO) — 58,59
O IPS Brasil utiliza uma escala de 0 a 100 para medir o nível de progresso social das cidades. Diferente de indicadores econômicos, o índice busca avaliar condições de vida e bem-estar da população.
Rio Grande do Sul aparece em 10º entre os estados
No ranking das unidades federativas, o Rio Grande do Sul ocupa a 10ª posição nacional, com média de 63,39 pontos. O estudo destaca que o estado está entre os que apresentam desempenho acima da média nacional em áreas como nutrição, saúde básica, saneamento, moradia e segurança.
Entre os estados, o ranking é liderado pelo Distrito Federal, seguido por São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.
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Saiba mais sobre os critérios utilizados e a finalidade do estudo
Os 57 indicadores do IPS Brasil 2026 são divididos em três grandes áreas: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades.
O levantamento considera dados ligados à saúde, saneamento, moradia, segurança, educação, acesso à internet, qualidade ambiental, direitos individuais e inclusão social para medir a qualidade de vida da população nos municípios brasileiros.
O IPS Brasil é utilizado para complementar indicadores econômicos, auxiliar na criação de políticas públicas e orientar investimentos sociais. O índice também permite acompanhar a evolução dos municípios ao longo dos anos e comparar se o desempenho social das cidades está de acordo com seu nível de riqueza econômica.
Média nacional apresentou avanço discreto
O Brasil atingiu média de 63,40 pontos no IPS Brasil 2026, em uma escala que vai de 0 a 100. O resultado representa um avanço sutil em relação às edições anteriores do levantamento, que registraram 62,85 pontos em 2024 e 63,05 em 2025.
Segundo o estudo, o índice busca auxiliar na formulação de políticas públicas e investimentos sociais privados, além de permitir comparações entre municípios, estados e regiões do país. Apesar da melhora na média nacional, o relatório aponta desafios em áreas como direitos individuais e preservação ambiental, especialmente na Amazônia.