O bairro Guarujá, na zona Sul de Porto Alegre, ainda registra pontos alagados mesmo após o recuo do Guaíba. O declínio da inundação, no entanto, já permite o trafego nas vias principais e também o acesso a pontos que antes estavam debaixo d’água. O lixo se acumula na região, o que acaba atraindo grande número de animais.
A Praça Zeno Simon não está mais submetida e o fluxo de pessoas voltou quase ao normal, mas chama atenção a proliferação de aves de rapina, como urubus e carcarás. Os pássaros aproveitam o rastro de lixo e de peixes mortos que a correnteza deixou na área para obter alimento sem esforço.
O casal de militares aposentados Gerson e Kelly Feijó, de 58 e 54 anos, respectivamente, aproveitou o declínio da água para caminhar na praça. Eles não se incomodam com a presença dos voadores, mas reclamam do cheiro de lixo e esgoto que permeia a atmosfera do bairro Guarujá.
“Não vejo problema na presença das aves, mas a água deixou pilhas de resíduos por todos os cantos. O cheiro é péssimo e acaba infestando o bairro inteiro”, constatou a mulher.
As avenidas Guaíba e Guarujá, registram poças esparsas, além dos entulhos, mas isso não atrapalha a passagem de veículos. A situação se agrava nas ruas Oiampi e Jacipuia, que têm trechos com alagamento constante há quase 60 dias. Ali, o líquido do esgoto extravasado se somou ao Guaíba, que invadiu as ruas. A água atinge cerca de três quarteirões e está na linha do joelho de uma pessoa adulta.