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Porto Alegre: Prejuízo aumenta à medida em que água baixa, diz presidente da associação do Mercado Público

Trabalhos no local têm sido de organização e descarte de itens destruídos

Trabalhos no local têm sido de organização e descarte de itens destruídos
Trabalhos no local têm sido de organização e descarte de itens destruídos Foto : Ricardo Giusti

O recuo das águas do Guaíba está revelando um cenário de perdas no Centro de Porto Alegre, especialmente no Mercado Público. O local, que até o início de maio faturava R$ 500 mil por dia, está com o lucro zerado desde o início das enchentes. O presidente da Associação do Mercado Público, Rafael Sartori, comentou que os prejuízos aumentam à medida em que os alagamentos cedem.

"O que estamos fazendo neste momento é organização e descarte. Tem equipamentos que não prestam. A gente sabe que neste início vai ser turbulento, mas temos certeza de que logo logo vamos voltar a atender os nossos clientes. À medida em que a água baixa, os prejuízos vão aumentando”, relatou em entrevista à Rádio Guaíba.

Sartori explicou que mais de 90% do comércio no Mercado Público ocorria no piso térreo, o que significa dizer que o processo de limpeza e reconstrução ocorrerá em quase todos os estabelecimentos. "É perda total. Será preciso reconstruir loja a loja. A cada dia que passa são menos produtos comercializados. São pessoas que não estão se alimentando aqui”, acrescentou.

O dirigente da associação ainda lembrou que não apenas os permissionários e funcionários que perderam com o Mercado Público alagado. “Existem pessoas aqui que atuam indiretamente. Vivendo de pequenos serviços, como pintura, transporte de carrinhos para as lojas, enfim”, disse.

*Com informações da repórter Vanessa Pedroso

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