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Porto Alegre solicita suspensão de dívidas para reconstrução pós-enchente

Secretaria Municipal da Fazenda estima que medida pode resultar em uma economia de aproximadamente R$ 550 milhões

"Medida é crucial para permitir que Porto Alegre se recupere desta calamidade, restaurando a dignidade e a infraestrutura essencial para seus cidadãos", disse o Prefeito Sebastião Melo
"Medida é crucial para permitir que Porto Alegre se recupere desta calamidade, restaurando a dignidade e a infraestrutura essencial para seus cidadãos", disse o Prefeito Sebastião Melo Foto : Mauro Schaefer

A Prefeitura de Porto Alegre solicitou às instituições financeiras com as quais mantêm operações de crédito, a suspensão dos pagamentos das dívidas, prorrogação do prazo total de amortização dos contratos firmados por dois anos. O pedido foi feito na quinta-feira, 16, quando o o Executivo ainda pediu a transferência desses pagamentos para os últimos anos de contrato.

De acordo com a estimativa da Secretaria Municipal da Fazenda, uma vez acolhida, a medida pode resultar em uma economia de aproximadamente R$ 550 milhões, garantindo recursos para a reconstrução da cidade após a maior enchente da história da capital gaúcha.

As solicitações foram formalizadas por meio de ofícios direcionados à Caixa Econômica Federal, Corporación Andina de Fomento (CAF), Banco do Brasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e Badesul Desenvolvimento S.A.

"Esta medida é crucial para permitir que Porto Alegre se recupere desta calamidade, restaurando a dignidade e a infraestrutura essencial para seus cidadãos", disse o Prefeito Sebastião Melo.

De acordo com a plataforma sobre os impactos da cheia, a enchente afeta diretamente 150 mil habitantes de Porto Alegre e impacta mais de um milhão de pessoas com a elevação histórica do Lago Guaíba, que atingiu 5,35 metros. A infraestrutura da cidade sofreu danos extensos, com prejuízos em todas as áreas. Foram danificadas 40 mil edificações, sendo 29 mil no setor de serviços; 19 unidades de saúde, três clínicas da família e duas farmácias populares foram alagadas; mais de 160 escolas foram afetadas; 95 mil clientes ficaram sem eletricidade; 43 bairros sem abastecimento de água.

A suspensão dos pagamentos permitirá que recursos sejam direcionados para ações críticas, como aluguel social, construção de moradias, reparo de escolas e vias públicas, além da restauração de serviços básicos. A limpeza inicial para começar a reconstrução já ultrapassa R$ 100 milhões.

Para o secretário de Planejamento e Assuntos Estratégicos, Cezar Schirmer, ainda que a estimativa possa variar conforme o fluxo de desembolsos dos projetos, a economia gerada pela suspensão das cobranças seria crucial para evitar um colapso financeiro na cidade. “A arrecadação municipal deve diminuir significativamente, visto que precisamos lançar mão de todo o recurso possível para providências essenciais de recuperação da infraestrutura da cidade”, finaliza.

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