Cidades

Postos de saúde reabrem após dois dias fechados em Cachoeirinha

Serviço estava suspenso por falta de recolhimento de lixo e limpeza

Serviço estava suspenso por falta de recolhimento de lixo e limpeza
Serviço estava suspenso por falta de recolhimento de lixo e limpeza Foto : Fernanda Bassôa / Especial / CP
Depois de dois dias com as portas fechadas e sem prestar atendimento à comunidade por falta de limpeza e recolhimento de lixo, três dos quatro postos de saúde de Cachoeirinha voltaram a funcionar normalmente nesta quarta-feira.  De acordo com os servidores e funcionários das Unidades Básicas de Saúde e de Estratégia de Saúde da Família, os locais permaneceram por mais de uma semana sem manutenção e na sexta-feira os procedimentos já haviam sido suspensos.

“Na sexta, decidimos que faríamos apenas acolhimento dos pacientes e nenhum procedimento. Na segunda-feira não havia condições de receber a população dentro da unidade. Os banheiros estavam em situação deplorável. Trabalhamos com material comum e contaminado, bactericidas. É necessário que seja feita assepsia do posto diariamente para oferecer um atendimento digno e com qualidade”, disse o dentista que trabalha em uma das unidades de saúde, mas preferiu não se identificar.

O secretário de Saúde do Município, Paulo Abrão, explica que por questões orçamentárias a Administração rescindiu o contrato com a empresa que fazia os serviços de limpeza nos prédios da Administração. “Estamos readequando escalas e realocando funcionários. Montamos uma equipe móvel com três servidores para suprir a demanda da limpeza. Quanto ao recolhimento do lixo, esta equipe volante ainda está em formação.” Segundo ele, na próxima semana, documentos serão encaminhados para o setor de compras do Executivo para que um novo processo licitatório seja aberto com objetivo de contratar uma empresa específica para fazer a higienização dos postos de saúde.

O presidente do Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (Simca), Guilherme Runge, que acompanha a situação, conta que mais uma vez servidores e comunidade sofrem com os reflexos da má administração. “Isso é fruto da irresponsabilidade do governo, que já tinha conhecimento que isso poderia acontecer. Agora, estamos monitorando as escalas para que os trabalhadores não sejam explorados. Ou seja, para que não sejam sobrecarregados com volume de serviço.”