Prédio da prefeitura de Cidreira é interditado pelos Bombeiros

Prédio da prefeitura de Cidreira é interditado pelos Bombeiros

Corporação recebeu uma denúncia de que havia problemas na estrutura do imóvel e na energia elétrica

Christian Bueller

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O prédio da prefeitura de Cidreira, litoral norte do RS, foi interditado nesta sexta-feira. Após uma denúncia comunicada ao Corpo de Bombeiros, em Porto Alegre, de que havia problemas na estrutura do imóvel e comprometimento relacionado à energia elétrica, uma vistoria realizada por bombeiros da unidade de Tramandaí que confirmou a situação. O Executivo municipal já havia sido notificado anteriormente sobre o Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI), pois não estava atualizado.

“A interdição é total da edificação. Foram detectadas várias avarias estruturais, além de fiações elétricas expostas, que precisam de avaliação mais detalhada. A partir de agora, a prefeitura terá que regularizar o PPCI para obter o alvará do prédio e sanar o que motivou a interdição, que é por tempo indeterminado”, explicou o comandante interino dos Bombeiros de Cidreira, sargento Alexsandro da Silveira. Segundo ele, um laudo analisará se o local é seguro para a ocupação. “O objetivo é salvaguardar a vida dos ocupantes do prédio, já que as situações relatadas podem causar risco”, acrescentou o sargento.

O prefeito de Cidreira, Alex Contini, lamentou a situação e informou que não haverá expediente externo no número 194 da rua João Neves até que se encontre outros locais que possam abrigar interinamente todos os serviços realizados pela prefeitura atualmente. “Só pudemos trabalhar de forma interna para providenciar toda a documentação necessária que transportaremos a esses outros lugares, que ainda nem sabemos onde serão”, ressalta. 

Denúncia

Segundo ele, a prefeitura locará imóveis onde ficarão algumas secretarias e setores, como Recursos Humanos e administração. Contini reclama de perseguição política quanto à denúncia. “Afetou não só a mim, como também à população. Olha o transtorno, faltando dois meses para a temporada de verão. Não precisava a maldade de ir a Porto Alegre fazer uma denuncia, pois envolve muitos empregos”, reitera.

Contini reconhece que “há falhas dentro do prédio”. “Temos coisas para serem consertadas. Nosso engenheiro já estava levantando o diagnóstico, inclusive sobre o vencimento PPCI”. A prefeitura, por nota, afirmou que trabalha para, por meio de uma liminar, “obter mais prazo e poder iniciar a retirada de documentos, equipamentos e processos da sede do administrativo''. Em breve, divulgaremos os números e endereços para o atendimento de cada setor”. Para mais informações, o site da prefeitura está disponível.

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