Um incêndio atingiu um hotel na rua Pinto Bandeira, no Centro Histórico de Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira. O incêndio começou no terceiro andar do prédio, que é antigo, de 1922, e não é comercial. No térreo da edificação funciona uma loja de tecidos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 9h, e está atendendo a ocorrência nesse momento. Foram deslocados dois caminhões de bombeiros, quatro quartéis e um oficial de serviço para atendimento.
A fumaça é perceptível na ruas adjacentes, e cacos de vidro podem ser vistos caindo para o lado de fora do prédio.
Ainda não se sabe se havia pessoas dentro do edifício. O Corpo de Bombeiros Militar, Brigada Militar e a Guarda Municipal estão presentes no local para fazer os primeiros atendimentos.
Ruas próximas foram bloqueadas e havia congestionamento na avenida Alberto Bins, paralela à rua do incêndio.
O Corpo de Bombeiros ainda não tem informação de como o incêndio começou. "Estamos na fase do rescaldo, todas as vítimas forma retiradas e, a princípio, todas bem, sem nenhum ferimento", relata a capitã Martins.
A parte frontal do terceiro piso foi a mais afetada pelas chamas, mas outros andares também foram prejudicados. "As estruturas internas são todas de madeira, que podem ter contribuído para a provocação das chamas", disse Martins.
A corporação irá acionar a Defesa Civil para averiguar os perigos estruturais no prédio, e, até o Instituto Geral de Perícias (IGP) chegar, o prédio está interditado.
Testemunhas
Maritza Souza Lopes, que trabalha na loja de tecidos do térreo, foi a primeira a identificar o incêndio, por volta das 8h50min, e relatou ter visto fumaça na sacada do terceiro andar. "Olhei e disse: 'tá pegando fogo em alguma coisa', porque tem muita fumaça. Chamei a dona do hotel e os bombeiros", diz. Ela relata que havia gente no prédio, mas acredita que todos saíram a tempo.
Felipe Vargas, morador do hotel, conta que estava dormindo quando as chamas começaram. "Acordei [com o incêndio] e o que deu para salvar, eu salvei. Fomos pegando tudo, as pessoas correndo", relata. "Tinha muita gente lá dentro, mas graças a Deus todo mundo se salvou", diz aliviado. Ele acredita que as chamas se iniciaram na fiação, e diz nunca ter havido algo igual no prédio. "Não sei o que vai acontecer agora", diz.
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