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Prefeito de Porto Alegre conhece projeto de revitalização urbana de canal em Belém

De acordo com Sebastião Melo, a visita ao local deve servir de inspiração para o avanço na Operação Urbana Consorciada (OUC) para a revitalização e despoluição do arroio Dilúvio, na Capital

O parque Linear da Doca, em Belém, foi requalificado e hoje é considerado um dos legados da paisagem da capital paraense
O parque Linear da Doca, em Belém, foi requalificado e hoje é considerado um dos legados da paisagem da capital paraense Foto : Gonçalo Valduga / PMPA / Divulgação / CP

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, conheceu nesta sexta-feira o Parque Linear da Doca, em Belém, considerado um dos legados da paisagem da capital paraense para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece até o dia 21 de novembro. Acompanhado do secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), Germano Bremm, Melo caminhou na estrutura de 24 mil metros quadrados e que fica ao longo de 1,2 quilômetro do canal central da avenida Visconde de Souza Franco, no bairro do Reduto.

O espaço, requalificado, oferece ciclovia, iluminação em LED, passarelas, paisagismo, quiosques com banheiros, redário, brinquedos, áreas esportivas e até painéis solares com tomadas para carregar celulares. O investimento foi de R$ 310 milhões.

Melo afirmou que o local serve de inspiração para Porto Alegre avançar na Operação Urbana Consorciada (OUC) para a revitalização e despoluição do arroio Dilúvio. Em fase de estudos na Smamus, o projeto será debatido em audiência pública prevista para janeiro de 2026, antes de ser encaminhado para apreciação da Câmara Municipal. “O que vimos em Belém mostra como um canal que antes era evitado pode virar um parque linear vivo, seguro e integrado à cidade. Em Porto Alegre, estamos avançando na Operação Urbana Consorciada do arroio Dilúvio com um objetivo ainda maior: recuperar ambientalmente o canal, qualificar a drenagem e criar um grande espaço de lazer, com ciclovia, áreas de convivência e mobiliário urbano ao longo da Ipiranga”, diz.

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Bremm complementou que a operação está na fase final de estudos econômico, social, urbanístico e ambiental e, em paralelo, sendo estruturado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) o acesso a recursos do Fundo Clima para financiar a fase inicial, com cerca de R$ 200 milhões em obras e R$ 20 milhões em projetos. “A partir desse início dado pelo poder público, o restante do investimento, até chegar aos R$ 1,6 bilhão estimados ao longo de 10 quilômetros da Ipiranga, será alavancado pela iniciativa privada, por meio de potencial construtivo. Ao final, teremos um arroio recuperado, com um novo parque linear verde e drenagem fortalecida”, completa Bremm.