O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, participou nesta terça-feira do painel Plano Rio Grande: reconstrução e resiliência climática no Rio Grande do Sul, durante o segundo dia da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), em Belém do Pará. Ao lado do governador Eduardo Leite, o prefeito apresentou as medidas que já estavam em andamento antes da enchente de 2024 e as adaptações realizadas a partir do desastre.
“A adaptação climática de Porto Alegre não começou depois da tragédia. Antes mesmo, a Capital já avançava no Plano de Ação Climática, que é um conjunto de ações em várias frentes. São medidas de mitigação, como a transição energética, mas também de monitoramento climático constante, prevenção de riscos e construção de uma cidade mais resiliente”, afirmou o prefeito Melo.
Na apresentação, Melo destacou que o plano de ação inclui a ampliação do monitoramento e dos alertas climáticos, o controle da qualidade do ar e o mapeamento de áreas de risco. Porto Alegre também se diferencia pela eletrificação da frota de ônibus e pelos investimentos em uma cidade mais verde e arborizada, a partir do Viveiro Municipal, revitalizado em 2023 e responsável pela produção de mudas de espécies nativas para replantio.
Além disso, a Capital foi pioneira na compra de energia limpa no mercado livre para 60 instalações públicas, como hospitais e prédios administrativos, o que reduz as emissões de carbono e gera economia aos cofres públicos. A prefeitura também executa um amplo conjunto de obras de micro e macrodrenagem, proteção contra cheias e qualificação de espaços públicos, a partir da captação de R$ 6 bilhões em financiamentos nacionais e internacionais.
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Plano de Ação Climática
O Plano de Ação Climática de Porto Alegre (PLAC) é um instrumento de identificação e estabelecimento de ações prioritárias de redução de emissões de gases de efeito estufa, de mitigação e de adaptação (social, econômica, ambiental e territorial) frente à mudança climática. As ações são agrupadas em três eixos estratégicos:
O POA Baixo Carbono, que elabora ações para redução das emissões dos gases de efeito estufa nos transportes, resíduos e energia; o POA Resiliente, que determina ações de preparo da cidade para lidar com os riscos climáticos e redução dos impactos; e o POA Verde e Azul, para preservar, restaurar e ampliar os ecossistemas da cidade.
Gestão ambiental
Mais cedo, o secretário municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), Germano Bremm, participou de um painel promovido pelo Fórum CB27, que reúne os secretários de Meio Ambiente das capitais, em parceria com a Fundação Konrad Adenauer Stiftung (KAS) e o ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Bremm apresentou um conjunto de resultados que marcam o avanço da resiliência e sustentabilidade de Porto Alegre, com destaque para o Plano de Ação Climática que fornece a base para a gestão ambiental da cidade.
Entre as ações citadas, a Certificação Sustentável de mais de 100 edificações, a política de arborização inteligente que, por meio de uma plataforma de monitoramento, assegura o plantio de árvores nativas em locais adequados, os Terrários Urbanos, reconhecidos nacionalmente, e a agilidade da gestão municipal na resposta à enchente de 2024, com a atuação assertiva do Escritório de Reconstrução e Adaptação.