Prefeitura de Farroupilha quer mudar finalidade de prédio que abrigaria UPA
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Prefeitura de Farroupilha quer mudar finalidade de prédio que abrigaria UPA

Município aguarda liberação para instalar no local um Centro de Diagnóstico de Câncer

Por
Celso Sgorla

Serviços da unidade não chegaram a ser inaugurados

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A Prefeitura de Farroupilha pretende utilizar o prédio construído para abrigar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na instalação de um Centro de Diagnóstico de Câncer. O prefeito Claiton Gonçalves disse que, a exemplo de outras cidades, a mudança da proposta original se deve ao temor de que depois de a UPA entrar em operação o município tivesse que arcar com a maior parte dos custos dos serviços. As instalações foram entregues em dezembro de 2016.

Segundo o prefeito, a nova finalidade ao espaço possibilitará aumentar a capacidade da região nos diagnósticos precoces e encaminhar os pacientes para tratamento mais adequado. A intenção é realizar Chamada Pública para aproveitar a estrutura e oferecer o novo serviço, possibilitando a concorrência e a destinação da unidade para a entidade que melhor atender às necessidades de Farroupilha e região. Conforme a secretária municipal de Saúde, Rosane da Rosa, os próximos passos para a concretização do projeto envolvem o retorno do Ministério da Saúde permitindo a utilização do prédio para outra finalidade no setor. “Já encaminhamos toda a documentação necessária e aguardamos apenas a liberação, tendo em vista o decreto assinado pelo presidente (Michel Temer), que permite o uso das UPAs.”


A proposta do Centro de Diagnóstico do Câncer já foi apresentada aos prefeitos que compõem a Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste (Amesne) e, segundo o prefeito Claiton Gonçalves, os gestores se mostraram favoráveis à iniciativa. Ele destacou que a medida não pretende competir com os centros de referência da região para tratamento oncológico, em hospitais de Bento Gonçalves e Caxias do Sul. A ideia, conforme o prefeito, é ser uma porta a mais para diagnóstico e procedimentos. O documento da União, de maio deste ano, prevê que estados e municípios possam utilizar a estrutura de UPAs, prontas e sem funcionar, para outra finalidade na área da saúde, sem precisar devolver recursos federais.