A falta d’água que atingiu diversos bairros de Porto Alegre no início desta semana e deixou moradores por até três dias sem abastecimento, levou a população a buscar fontes alternativas. Medidas adotadas pelo Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae), como a disponibilização de caminhões-pipa, não foram suficientes
Na manhã de quarta-feira, o Correio do Povo flagrou uma grande fila na rua Irmã Teresilda Steffen, bairro Alto Petrópolis, com moradores buscando uma opção para poder suprir, ao menos, necessidades básicas que precisam da utilização de água.
Entretanto, o uso de água das fontes, conforme alerta emitido pela Prefeitura de Porto Alegre, é monitorada pela Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde e apenas uma (Gruta da Glória) recebe cloro para tratamento. Além disso, nas outras fontes as análises detectam, eventualmente, coliformes totais ou Escherichia coli, bactéria presente no intestino de animais e humanos.
Ainda de acordo com a Prefeitura, o consumo por humanos de água de fontes não é recomendado pela Pasta. “A presença de coliformes totais é indício de que a fonte é suscetível à contaminação, e a presença de E. coli indica que a água teve contato com esgoto sanitário ou matéria fecal, o que pode ocasionar diversas doenças infecciosas em decorrência da falta de tratamento”, alerta a chefe da Vigilância Ambiental Roxana Nishimura.
A recomendação para a população é de que não se utilize a água proveniente de fontes ou vertentes para consumo. Porém, ela pode ser usada na limpeza ou para descarga de vaso sanitário, por exemplo.