Uma das obras mais simbólicas deste período de alagamentos em Porto Alegre, começou na noite desta terça-feira a remoção do corredor humanitário do Largo Vespasiano Júlio Veppo, no contorno da Estação Rodoviária. A desmobilização ocorre após a queda do nível do Guaíba, eliminando o risco de novos alagamentos no Centro Histórico.
O trabalho foi iniciado por volta das 20h40min. Uma retroescavadeira faz a retirada dos rachões e materiais usados na criação do caminho alternativo, utilizado por veículos de emergências e abastecimento da cidade, via Castelo Branco.
De acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação, a desativação do acesso alternativo no Largo Vespasiano Julio Veppo não causará impacto no trânsito.
O corredor humanitário começou a ser construído pela prefeitura em 8 de maio. No dia 10, foi removida a passarela de pedestres da Estação Rodoviária, na rua da Conceição. A medida foi necessária para permitir a passagem de caminhões e veículos de ajuda humanitária, que garantiram o abastecimento da cidade nos dias mais críticos da enchente, desafogando a RS-118.
Dias depois, o corredor foi ampliado e veículos de passeio tiveram o tráfego liberado. Além do caminho alternativo no Centro Histórico, a prefeitura abriu outro na Zona Norte, na avenida Assis Brasil entre a Fiergs e a free way.
“Os corredores humanitários tiveram um importante papel na maior cheia da história de Porto Alegre. Agora, achamos seguro desmobilizar, até mesmo para garantir a mobilidade do entorno, e aos poucos, a volta das atividades’’, ressalta o secretário de Obras e Infraestrutura, André Flores.
De acordo com Flores, a opção pelo corredor do Largo se deu por ele ser o menor em extensão. Do local, sairão aproximadamente 380 de material, que será integralmente reaproveitado.
O secretário informou ainda que projeta para o fim de semana a desmobilização do corredor humanitário da Assis Brasil, mas que ainda não há previsão para a demolição das pistas na Rua da Conceição, que ligam a Castelo Branco com a avenida Osvaldo Aranha.