A prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, recebeu do Gabinete de Programas e Projetos Especiais (GPPE) a informação de que será necessária a realização de uma obra de concretagem na fundação da ponte que leva até a Ilha dos Marinheiros. A obra foi tema de reunião com a secretária do GPPE, Giovana Trindade, a chefe de Gabinete, Rozana Rodrigues, o engenheiro do GPPE e ex-secretário da pasta, Gilberto Arabidian e Tadeu Arejano, representante da Thalassus, empresa que está executando os trabalhos na estrutura.
A ponte encontra-se completamente interditada para o trânsito de pessoas e veículos desde as enchentes de maio do ano passado, que comprometeram gravemente sua estrutura.
Darlene foi informada pela equipe do GPPE de que o risco de queda da ponte é real e por esta razão é importante fazer um apelo para que as pessoas não desrespeitem as barreiras de interdição colocadas nas cabeceiras da ponte. Mesmo com as barreiras, a população tem insistido em acessar o local para travessia a pé e, principalmente, para a atividade de pesca. "É preciso informar as pessoas com responsabilidade e clareza do risco de transitarem por ali", enfatizou Darlene.
A nova titular do GPPE, que já esteve reunida com a equipe da Secretaria para discutir a situação de engenharia da obra, explica que a administração municipal já empreendeu diversos esforços para a estabilização da ponte. "Já foi realizada, inclusive, a dragagem no entorno da ponte. E agora será necessária a concretagem de um bloco de fundação para estabilizar mais ainda, uma vez que os esforços estão surtindo efeito, mas não a ponto de conseguirmos uma estabilidade completa da ponte", explicou Giovana.
A obra de concretagem é um aditivo no valor de R$304mil e, portanto, não estava previsto no contrato inicial, mas que se mostrou necessária devido à situação que a ponte segue apresentando. A previsão é que o trabalho de concretagem tenha início nesta semana, a depender das condições climáticas e da logística com o uso de balsas para a realização desse tipo de concretagem que será realizada num ambiente submerso.
Atualmente os moradores do local, que em sua maioria são pescadores e agricultores, usam os próprios barcos para se deslocar para o continente ou uma balsa, que é disponibilizada diariamente.