Associações de municípios e entidades da região Noroeste do Estado pedem o fim da greve dos caminhoneiros. Na terça-feira, a Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa e Associação dos Municípios das Missões, que representam 40 municípios da região, divulgaram manifesto pedindo que os protestos sejam encerrados. As entidades, que apoiaram o movimento, argumentam que, após o pronunciamento do presidente Michel Temer, muitas reivindicações foram atendidas. Além disso, entendem que a mobilização estendida traz consequências negativas para a população.
Em nota, a Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa diz que, assim como as prefeituras apoiaram o movimento, a entidade espera que haja reciprocidade neste momento. O documento destaca ainda que o setor agropecuário tem arcado com prejuízos irreparáveis nestes últimos dias. A Associação Comercial, Industrial, Serviços e Agropecuária (Acisap), que apoiou o movimento, também divulgou manifesto pedindo o fim das paralisações, pois entende que o movimento toma outros rumos que beiram a desobediência civil. A entidade representa mais de 300 empresas locais.
Mais um decreto
O prefeito de Independência, João Edécio Graef, decretou situação de calamidade pública no município. Não há combustível para o transporte escolar e faltam itens para a merenda escolar. A secretária municipal de educação, Zenaide Heinsch, diz que as equipes estão estruturando um calendário de recuperação de aulas, para cerca de mil alunos afetados com a greve. “A situação está complicada, a recuperação das aulas deve acontecer em sábados”, revela. Desde sexta-feira não tem aulas nas escolas municipais e estaduais da cidade. Na terça-feira chegou alguns alimentos, o que permite a retomada das aulas em uma escola de educação infantil, que atende 147 alunos, nesta quarta-feira.
Prefeituras da região Noroeste pedem o fim da greve
Cidades entendem que a mobilização estendida traz consequências negativas para a população