Produtores rurais lamentam perda de produções inteiras de aves e lavouras após temporal em Maratá
Milhares de galinhas e pintinhos morreram em propriedades de Maratá, e ovos não podem mais ser consumidos pelo risco de contaminação com água da enchente
Felipe Faleiro
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Foto : Camila Cunha
No interior do município de Maratá, no Vale do Caí, onde há partes mais altas, foram registrados alguns dos maiores estragos após o temporal de 15 minutos do final da tarde da última quarta-feira, que devastou parte da área urbana e causou um rastro de lama ainda limpo nesta quinta na área central. Em São Pedro do Maratá, o produtor rural Fábio Schmitz contou ter perdido sete mil pintinhos, representando um prejuízo perto de R$ 8 mil, depois que as águas desceram do morro ao lado, rumo ao seu aviário.
Tudo aconteceu em questão de minutos. De acordo com ele, a tragédia somente não foi maior porque a inundação não afetou o galpão das vacas de leite, mais abaixo. Ele e a esposa, Lisiane Schmitz, estavam em casa. “Temos um pluviômetro que registra até 160 milímetros de chuva, e a água passou por cima dele”, contou Fábio. Dentro do local das aves, o odor era forte e ainda havia muitas unidades de animais sem vida, solicitação esta feita pelo poder público local, de acordo com ele.
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha / CP Memória
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha / CP Memória
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Aviários do Vale do Caí perdem milhares de animais após temporal. As aves sobreviventes serão abatidas por conta da contaminação.
Camila Cunha
Grande parte delas já havia sido recolhida com o auxílio de um trator. Os restos de outros ainda estavam na estrada que dá acesso à propriedade. “Não sei se sobraram 200. Mas estes que ficaram vão morrer também porque estão tomando água com esterco”. Em Esperança, outro produtor, Airton Stein, cuja granja fica ao lado de outro arroio, perdeu cerca de duas mil galinhas caipiras poedeiras, mais milhares de ovos, vendidos para uma indústria local, que também não podem mais ser usados devido à contaminação.
Os animais foram enterrados na manhã desta quinta com auxílio da Prefeitura. Somente o ninho dos animais, também perdido, custa R$ 300 mil. Ele contou ter seguro, porém a apólice não cobre enchentes. As cerca de 7,8 mil galinhas sobreviventes serão levadas para o abate ainda nesta quinta. “Se não tivesse vindo essa chuva, elas ficariam mais dois meses conosco. Todas estavam produzindo muito bem. A chuva foi demais, de uma hora para outra ela veio com tudo”, contou Airton, ao lado da esposa, Odete Stein.
A renda do casal depende dos ovos, e sem eles, a reconstrução levará pelo menos cinco meses. Aposentados, eles não têm outra fonte de renda. “Vamos nos virando com a aposentadoria”, lamentou ela. “Além das perdas nos estabelecimentos, tivemos outras, principalmente na questão da agricultura, com várias lavouras que foram estragadas, e cujas colheitas estavam próximas”, lamentou o vice-prefeito, Diego Daniel Schu.